
Ponta Delgada, Açores, 25 abr 2021 (Lusa) — O Centro de Vigilância Sismovulcânica dos Açores esclareceu hoje que a medição do dióxido de carbono (CO2) nas termas das Caldeiras da Ribeira Grande é “rotina” e os valores detetados resultam de “ventilação natural reduzida quando o edifÃcio está encerrado”.
O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) tinha emitido um comunicado onde informava que, “no âmbito da monitorização dos fenómenos de desgaseificação que se desenvolvem na zona das Caldeiras da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, foram registados valores de dióxido de carbono acima dos limites de exposição admissÃveis em termos de saúde pública no ar interior do edifÃcio das termas”.
De acordo com o comunicado, a situação tinha-se verificado “na zona dos quartos de banho” do edifÃcio das termas.
Em declarações à agência Lusa o presidente do CIVISA, Rui Marques, explicou que o edifÃcio tem “sensores de medição de CO2” para aferir da “qualidade do ar” e sempre que “os valores ultrapassam os limites recomendados são emitidos alertas” à s autoridades.
Segundo o responsável, a situação “não é anormal”, pois os valores detetados resultam de “ventilação natural reduzida quando o edifÃcio das termas está encerrado ao público durante a noite”.
Numa nota de esclarecimento enviada esta manhã o CIVISA informa que, “devido a um erro informático, foi divulgado ao público indevidamente um comunicado sobre risco de presença de dióxido de carbono (CO2) no edifÃcio das termas na zona de desgaseificação das Caldeiras da Ribeira Grande”.
“Desde 2012 que se encontram instalados em vários edifÃcios das Caldeiras da Ribeira Grande sensores de medição de CO2 para monitorizar a qualidade do ar, por forma a permitir o acesso em segurança aos respetivos edifÃcios” e “sempre que os valores ultrapassam os limites de segurança recomendados são emitidos comunicados e enviados à s autoridades de proteção civil de forma a que seja promovida a ventilação e a melhoria da qualidade do ar nos edifÃcios”.
O CIVISA refere que o comunicado divulgado hoje “em alguns órgãos de comunicação social e redes sociais corresponde a um procedimento de rotina, tendo sido emitido em consequência de condições de ventilação natural reduzida, quando o edifÃcio das termas se encontrava encerrado ao público”.
“O principal objetivo do mesmo é, tal como em situação de rotina desde 2012, garantir que a ventilação adequada do espaço é assegurada antes da entrada de visitantes”, sublinha ainda o mesmo comunicado.
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