“Turandot” de Puccini abre hoje o 7.º OperaFest que se estende até setembro

Caxias, Lisboa, 05 ago 2026 (Lusa) – O 7.º OperaFest abre hoje com a ópera “Turandot”, de Puccini, sob a direção musical do maestro Osvaldo Ferreira, protagonizada pela soprano Olesya Golovneva, no Convento da Cartuxa, em Caxias, nos arredores de Lisboa.

O ÓperaFest, que se realiza entre Lisboa e Oeiras a partir de hoje, até 11 de setembro, é “um festival ‘fora da caixa’ em que se frui ópera com o mesmo entusiasmo da [música] pop”, disse à agência Lusa a sua diretora artística, a soprano Catarina Molder, quando da apresentação desta edição, no final de maio.

O mote desta edição é “Enigma”, a partir das “múltiplas questões da existência e dos sentimentos humanos”, e conjuga “grandes clássicos” com “novos caminhos para a ópera”.

A récita de hoje celebra os cem anos da última ópera de Puccini, nos claustros do Convento da Cartuxa, em Caxias, Oeiras, espaço que se revelou “não só um cenário muito especial, num antigo convento do século XVII, para récitas com mais de mil pessoas, como uma autêntica sala de fruição de ópera a céu aberto, graças ao silêncio do local e a condições acústicas excecionais”, segundo Catarina Molder.

“Turandot” ficou inacabada por Puccini, tendo-se estreado, em 1926, no Alla Scala, em Milão, sob a direção de Arturo Toscanini, numa versão terminada pelo discípulo do compositor Franco Alfano.

À Lusa, Catarina Molder prometeu “uma surpresa” quanto à versão a apresentar no festival: “O público vai ter de ir ver ‘in loco'”.

Molder acrescentou que se trata da versão apresentada no Staastheater (teatro estatal) da cidade de Wiesbaden, na Alemanha, estreada em 2024, com encenação de Daniela Kerk, que participou na edição anterior do OperaFest.

Na Cartuxa, contará com os mesmos protagonistas da estreia alemã: a soprano russa Olesya Golovneva, “que é uma Turandot extraordinária e vem a Portugal pela primeira vez, e o tenor Rodrigo Garull, que encarna o herói Calaf e com o tenor Ermic Asceric”, disse Catarina Molder à Lusa.

O ÓperaFest é produzido pela Ópera do Castelo, e da programação deste ano destaca-se a estreia absoluta de duas óperas: “Vida Secreta de Coisa”, de Francisco Lima da Silva, e “O Último Andamento”, de Pedro Finisterra.

Da programação fazem ainda parte “As Bodas de Fígaro”, de Mozart, que também ficará em cena na Cartuxa, numa encenação de Mónica Garnel, com Christian Luján, Cecília Rodrigues, André Heriques e Camila Mandillo, como protagonistas, e a direção musical de Pedro Carneiro, e o ciclo cine-ópera, com a Cinemateca Portuguesa, além de conferências e ‘masterclasses’.

Esta edição aposta ainda em novos formatos, com novos olhares sobre a matéria operática através da performance, com “Anátema”, que reúne Catarina Molder e a bailarina e coreógrafa Tânia Carvalho para celebrarem Camilo Castelo Branco, no Teatro Romano de Lisboa, e “Enigma, Névoa Nada”, que marca o regresso do artista Gustavo Sumpta ao festival, na Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda.

O OperaFest encerra em 11 de setembro, no Teatro Camões, em Lisboa, com “Maratona Ópera XXI – novas óperas”, “uma grande celebração e aposta nos novos criadores e em novo repertório”, segundo Catarina Molder.

A programação pode ser consultada em https://www.operafestlisboa.com/pt/festival/programa/.

 

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