
Macau, China, 27 jul 2026 (Lusa) – O tufão Noul, enfraquecido após atingir terra no domingo na provÃncia chinesa de Cantão, continuava a representar hoje um risco de chuvas fortes e inundações no sul e centro do paÃs.
O tufão Noul, o décimo segundo tufão do ano segundo a nomenclatura chinesa, tocou terra pelas 03:50 hora local de domingo (20:50 TMG de sábado) na localidade de Pinghai, com ventos máximos de 45 metros por segundo.
O Centro Meteorológico Nacional indicou no domingo que o sistema enfraqueceu após a entrada em terra e avançava para norte-noroeste pelo interior de Cantão, no sul da China, com previsão de penetrar no sul de Hunan durante a madrugada hoje.
As autoridades mantiveram alertas para chuvas torrenciais e condições meteorológicas convectivas severas, com acumulações extremas previstas em pontos das provÃncias de Cantão, Jiangxi (centro) e Hunan (centro), além de ventos fortes nas zonas costeiras do sul da China.
Em Cantão, o serviço hidrológico provincial informou que, até ao final da tarde de domingo, hora local, onze rios e treze estações hidrológicas tinham ultrapassado os nÃveis de alerta.
Hunan ativou no domingo uma resposta de emergência de terceiro nÃvel nas suas catorze cidades e prefeituras, face à chegada das chuvas associadas ao tufão, com previsões entre 80 e 200 milÃmetros no leste e norte da provÃncia, e máximos locais superiores a 300 milÃmetros.
Na região semiautónoma de Hong Kong, onde o observatório reduziu no domingo os sinais de ciclone tropical à medida que o Noul se afastava em direção ao interior de Cantão, as autoridades registaram 21 feridos, 29 abrigos temporários abertos e mais de 300 relatos de árvores caÃdas.
O tráfego aéreo continua a ser afetado, embora sem cancelamentos em larga escala hoje: de acordo com dados da Feichangzhun consultados esta manhã, hora local, os aeroportos de Cantão, Macau e Shenzhen operavam normalmente, enquanto o de Hong Kong registava atrasos de pequena escala.
O Noul motivou o realojamento de mais de 750.000 pessoas no sudeste da China e a atribuição de 100 milhões de yuanes (12,95 milhões de euros) para trabalhos de recuperação.
O mês de julho foi marcado na China por uma sucessão de catástrofes naturais, com, pelo menos, 39 mortos devido à s chuvas associadas ao tufão Maysak em Guangxi (sul), 21 mortos num deslizamento de terra em Gansu (noroeste), 11 mortos devido a tempestades e tornados em Hubei (centro) e novas vÃtimas este fim de semana devido a inundações e desmoronamentos no norte e noroeste do paÃs.
JW / APL
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