
Washington, 31 mai 2026 (Lusa) — O embaixador norte-americano na Turquia, Tom Barrack, vai continuar a ser o enviado especial dos Estados Unidos para a SÃria e desempenhar em simultâneo o mesmo papel para o Iraque, anunciou hoje Donald Trump.
O mandato de um ano de Barrack como enviado especial para a SÃria terminou à meia-noite de sexta-feira, mas, satisfeito com o seu trabalho, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, renovou o mandato do diplomata por mais 12 meses.
Numa publicação na rede social TruthSocial, de que é proprietário, Trump escreveu que Tom Barrack “tem realizado um trabalho notável” e que, por isso, “será nomeado enviado especial do presidente para a SÃria e, igualmente, enviado especial do presidente para o Iraque”.
A decisão acontece numa altura em que, diz o presidente norte-americano, os Estados Unidos mantêm uma “cooperação estratégica com os governos da SÃria e do Iraque” e quando a relação com os dois “continua a crescer”.
Barrack “continuará a ser embaixador na Turquia e atuará com o total apoio do Departamento de Estado dos Estados Unidos”, disse Trump.
O diplomata é o principal interlocutor com as autoridades sÃrias lideradas pelo ex-lÃder jihadista Ahmed al Shara durante um perÃodo de transição complexa e violenta após a queda do regime de Bashar al Assad em dezembro de 2024.
Ao somar a interlocução com o Bagdade, Barrack torna-se o principal interlocutor de Trump nas conversações com o executivo de Ali al-Zaidi, formado em maio, seis meses após as eleições legislativas de novembro de 2025.
No Iraque operam milÃcias pró-iranianas, praticamente integradas no aparelho de segurança do Estado, que Washington considera uma grave ameaça à s suas posições na região.
As todas as tentativas de desmantelar estes grupos têm sido infrutÃferas face ao receio expresso pelas autoridades iraquianas de que qualquer tentativa de forçar o desarmamento destas organizações comprometa o equilÃbrio do paÃs.
O Iraque foi durante muito tempo um palco de confrontação indireta entre os Estados Unidos e o Irão, com os sucessivos governos a tentarem negociar um equilÃbrio delicado entre os dois parceiros, que são também rivais.
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