
Riade, 13 mai 2025 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos classificou hoje o Irão como “a força mais destrutiva” no Médio Oriente e garantiu que vai conseguir um acordo que garanta que os iranianos “nunca terão uma arma nuclear”.
“Estamos a trabalhar (…) para alcançar a estabilidade e unirmo-nos contra os agentes do caos e do terror que mantiveram milhões de pessoas reféns. A maior e mais destrutiva destas forças é o Irão, que causou um sofrimento impensável na SÃria, no LÃbano, em Gaza, no Iémen e mais além”, disse Donald Trump, numa intervenção em Riade, onde inicia uma viagem de quatro dias pelo Médio Oriente.
Apesar do tom ameaçador contra Teerão, Trump assegurou que não quer “inimigos permanentes” e mostrou-se favorável a um acordo nuclear com o Irão que garanta que esse paÃs “nunca terá capacidade de armamento nuclear”.
“Estou pronto para acabar com os conflitos do passado e formar parcerias para um mundo melhor e mais estável”, disse.
De acordo com os excertos da Casa Branca, Trump deverá dizer que a preferência, enquanto Presidente dos Estados Unidos, “será sempre pela paz e pelas parcerias, sempre que estes resultados possam ser alcançados”.
Hoje mesmo, horas antes de Trump aterrar em Riade, o Irão admitiu aceitar limites temporários ao nÃvel do enriquecimento de urânio, destacando que as conversações com os Estados Unidos ainda não entraram na fase de pormenores.
No domingo, os Estados Unidos e o Irão concluÃram uma quarta ronda de negociações nucleares, sem anunciar avanços significativos, mas mantendo um otimismo cauteloso em ambas as partes.
Atualmente, o Irão enriquece urânio a 60%, muito acima do limite de 3,67% estabelecido pelo acordo nuclear internacional de 2015. Para uso militar, é necessário um nÃvel de 90%.
Na segunda-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, insistiu que o Irão é o único paÃs do mundo sem armas nucleares que enriquece urânio a um nÃvel tão elevado.
Iniciadas a 12 de abril, as rondas de negociações visam concluir um novo acordo para impedir o Irão de produzir armas nucleares – uma ambição que Teerão sempre negou, em troca do levantamento das sanções que estão a prejudicar a economia iraniana.
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