
Washington, 13 jun 2026 (Lusa) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na sexta-feira que um ataque “rápido e letal” dos Estados Unidos matou Hector Rusthenford Guerrero Flores, “o infame líder” do grupo Tren de Aragua, classificado como terrorista por Washington.
“Esta ação foi coordenada em estreita colaboração com os nossos amigos na Venezuela, com quem estamos a trabalhar muito bem”, escreveu Donald Trump numa publicação na rede social Truth Social, da qual é proprietário.
Guerrero Flores foi acusado num tribunal federal de Nova Iorque de conspiração para extorsão e outros crimes, incluindo apoio a terroristas em atividades que se prolongaram por mais de uma década, anunciaram as autoridades em dezembro.
O procurador norte-americano Jay Clayton afirmou na altura que o grupo é responsável por atos de violência, extorsão e tráfico de drogas na América do Norte, América do Sul e Europa. Clayton foi nomeado na quinta-feira por Trump para o cargo de diretor de Inteligência Nacional.
O Departamento de Estado dos EUA tinha oferecido recompensas de até cinco milhões de dólares (4,3 milhões de euros) por informações que levassem à detenção de Guerrero Flores.
“Os terroristas do Tren de Aragua já não têm refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar e, sob a minha liderança, encontraremos estes assassinos cruéis e barões da droga a qualquer hora, em qualquer lugar, e enviá-los-emos para as profundezas do inferno, onde pertencem”, escreveu ainda o dirigente norte-americano na Truth Social.
Trump tomou uma série de medidas contra este gangue, incluindo ataques a pequenas embarcações que a Administração norte-americana acusou de contrabandear drogas para os Estados Unidos.
O Governo de Donald Trump tem culpado o Tren de Aragua de estar na origem da violência e do tráfico ilícito de drogas que assolam algumas cidades norte-americanas.
O líder norte-americano passou meses a repetir a alegação — contrariada por uma avaliação desclassificada dos serviços secretos dos EUA — de que o Tren de Aragua tinha operado sob o controlo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Maduro foi capturado no início deste ano, numa operação norte-americana e levado para os Estados Unidos para ser julgado por acusações relacionadas com tráfico de drogas nos EUA.
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