Trump defende ataques “mais cirúrgicos” contra o Hezbollah

Nova Iorque, 07 jun 2026 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu ataques “mais cirúrgicos” contra o Hezbollah no Líbano e reiterou que não exige a inclusão do país num acordo para pôr fim à guerra com o Irão.

“Gostaria de ver um ataque mais cirúrgico contra o Hezbollah. Penso que deveria ser mais cirúrgico”, disse Trump numa entrevista ao canal NBC News, gravada na sexta-feira e transmitida hoje, afirmando querer “uma vida melhor” para o Líbano.

Numa entrevista publicada na quarta-feira pelo New York Post, Donald Trump confirmou que teve uma conversa tensa ao telefone com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu dois dias antes, durante a qual terá repreendido o seu aliado devido à ofensiva israelita no Líbano.

Questionado se exigia que o Líbano fizesse parte do acordo com o Irão, o líder republicano respondeu que não.

“De todo. Não exijo nada. Penso que gostariam que fosse esse o caso, mas eu não exijo nada”, afirmou.

Donald Trump disse que gostaria de “separar” as discussões sobre o Líbano das negociações de um acordo com o Irão, enquanto Teerão pretende precisamente ligar os dois conflitos.

Israel realizou hoje ataques contra os subúrbios do sul de Beirute, bastião do Hezbollah pró-iraniano, alegando estar a responder a disparos dirigidos contra o seu território, apesar de um cessar-fogo que não consegue travar o ciclo de violência.

Os ataques israelitas no Líbano provocaram mais de 3.560 mortos desde o início da guerra, a 02 de março, segundo as autoridades libanesas.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra ao atacar Israel para vingar a morte do guia supremo iraniano Ali Khamenei, morto numa ofensiva israelo-americana.

O Presidente Trump afirmou ainda, durante a entrevista, que o presidente sírio Ahmed Al-Chareh estava “pronto para ajudar” no Líbano.

“A Síria está a fazer um excelente trabalho para voltar aos eixos. Tem um muito bom líder. Tem um líder que realmente fez um bom trabalho em muito pouco tempo. E ele ficaria muito satisfeito por ajudar”, disse à NBC.

Desde a destituição de Bashar al-Assad, em 2024, as novas autoridades islamistas em Damasco retomaram as relações diplomáticas com os Estados Unidos.

O antigo jihadista foi o primeiro dirigente sírio, desde a independência do país em 1946, a ser recebido na Casa Branca.

O Presidente sírio encontrou-se com Trump pela primeira vez na Arábia Saudita durante a digressão regional do líder norte-americano em maio.

 

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