
Washington, 09 jan 2026 (Lusa) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje, através da sua rede social Truth Social, que tinha “cancelado” um segundo ataque à Venezuela depois de Caracas ter libertado “um grande número de presos políticos”.
“A Venezuela está a libertar um grande número de presos políticos como sinal de ‘busca pela paz’. Esta é uma medida muito importante e inteligente”, declarou Trump.
Segundo o líder norte-americano, “os Estados Unidos e a Venezuela estão a trabalhar bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução das suas infraestruturas de petróleo e gás de uma forma muito maior, melhor e mais moderna”.
Assim, Trump enfatizou que “por causa desta cooperação”, Washington “cancelou a segunda vaga de ataques anteriormente esperada”.
“Aparentemente, não será necessário. No entanto, todos os navios permanecerão nas suas posições por razões de segurança”, observou o Presidente dos EUA.
Trump enfatizou ainda que “pelo menos 100 mil milhões de dólares [cerca de 85,88 mil milhões de euros] serão investidos pelas grandes petrolíferas” — termo utilizado para descrever as principais empresas petrolíferas norte-americanas — com as quais se vai reunir hoje na Casa Branca para tratar da situação na Venezuela.
A mensagem do Presidente norte-americano surgiu depois de Caracas ter anunciado na quinta-feira a libertação de um “número significativo” de pessoas detidas, incluindo cidadãos venezuelanos e estrangeiros.
O ex-candidato à presidência da Venezuela Enrique Márquez foi um dos primeiros presos políticos que saíram da prisão na quinta-feira, no âmbito das libertações anunciadas pelas autoridades de Caracas. A proeminente advogada venezuelana Rocio San Miguel, detida em fevereiro de 2024, também foi libertada no mesmo dia.
Segundo o balanço mais recente da organização não-governamental (ONG) Foro Penal, há na Venezuela 863 presos políticos, incluindo 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade.
A Venezuela está a ser governada pela Presidente interina, Delcy Rodríguez, após a prisão em Caracas de Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores, em 03 de janeiro, por tropas norte-americanas. Maduro e Flores serão julgados por vários crimes, incluindo acusações de narcotráfico, perante à justiça dos Estados Unidos.
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