Trump acusa Zelensky de não querer acabar com a guerra

Washington, 18 out 2026 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou hoje o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de “não querer pôr fim” à guerra com a Rússia, num contexto de recente aumento de tensões entre Washington e Kiev.

“Com todo o dinheiro que, como é bem sabido, a Europa lhe está a dar e que o ‘retorcido’ Joe Biden [ex-Presidente dos Estados Unidos] lhe deu, ele não quer acabar esta guerra e provavelmente nunca quis”, escreveu Trump na sua plataforma, a Truth Social.

“Eu quero que esta guerra termine”, prosseguiu o líder norte-americano, recorrendo ao uso de letras maiúsculas para enfatizar a mensagem e para justificar decisões recentes de Washington favoráveis a Moscovo.

Trump assegurou ainda que Zelensky poderia ter conseguido há dois anos “um acordo melhor do que pode conseguir agora”.

“O seu país é um caos, grande parte do seu território foi perdida, os seus oceanos e mares já não existem e a sua população masculina está no mínimo, ferida e/ou morta”, argumentou. 

O Presidente norte-americano defendeu a sua decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.

Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que a Rússia se retirasse das negociações.

E apontou outro argumento: “A Rússia está a fazer muito pouco para ajudar a República Islâmica do Irão comparado com o que poderia estar a fazer”.

“Quero que continue assim e assim será a menos que gente estúpida se meta no caminho”, acrescentou.

Por fim, insistiu no “grave dano” que os ataques ucranianos contra as refinarias russas estão na sua visão a causar, “também nos Estados Unidos”.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, e as negociações entre as duas partes estão num impasse.

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