
Lisboa, 06 jul 2023 (Lusa) — A proposta da easyJet foi hoje ‘chumbada’ por 90% dos tripulantes de cabine do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que marcou cinco dias de greve entre 21 e 25 de julho.
“A votação da proposta da easyJet encerrou à s 12:00 e os resultados são esmagadores: 90% votos contra, 3% abstenção, 7% votos a favor”, informou o sindicato, em comunicado aos associados, a que a Lusa teve acesso.
O SNPVAC refere também que “não existe mais espaço a negociação”, não restando alternativa “se não declarar um pré-aviso de greve para os próximos dias 21, 22, 23, 24 e 25 de julho”.
Os tripulantes de cabine da easyJet vão, assim, cumprir a terceira greve nos últimos meses, depois de uma paralisação em abril e outra no fim de maio e inÃcio de junho, reivindicando condições semelhantes para os tripulantes das bases portugueses à s dos das bases noutros paÃses.
“Não compreendemos como não nos podem ser oferecidas rubricas também já existentes, como o ‘short notice’ ou o descaramento necessário para recusar penalizações para erros de ‘payroll’, após anos e anos de falhas”, refere o comunicado enviado hoje, após a votação que, segundo o sindicato, “é a demonstração cabal e em unÃssono do descontentamento dos associados da easyJet em relação à s pretensões da empresa”.
Após meses de reuniões com a empresa, o SNPVAC admite estar alinhado com alguns pontos da proposta da easyJet, mas não compreende a postura da companhia relativamente ao salário base, “que representa quase dois terços” do total do salário.
“Lamentamos profundamente que a empresa continue a considerar que um FA [tripulante de cabine, na sigla inglesa] português deva receber, no fim dos três anos de aumentos, menos 90% de salário base que um colega francês”, sublinhou o SNPVAC.
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