
Lisboa, 30 mai 2023 (Lusa) — Os tripulantes de cabine da easyJet cumprem hoje o terceiro dia de uma greve prevista para fim de maio e inÃcio de junho, num total de cinco dias, acusando a transportadora de “precarização e discriminação” face aos outros paÃses.
Num comunicado do dia 11 de maio, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse que a easyJet continua a considerar os tripulantes das bases portuguesas “trabalhadores menores” perpetuando a sua “precarização e discriminação relativamente aos colegas de outros paÃses”.
De acordo com o sindicato, “o clima de tensão e desagrado e o longo impasse na resolução dos diversos diferendos laborais, levaram o SNPVAC a apresentar um novo pré-aviso de greve” para os dias 26, 28 e 30 de maio e 01 e 03 de junho.
Nos dois dias de greve já cumpridos, o sindicato e a transportadora têm apresentado números muito diferentes, com a easyJet a referir adesões de 55% e 70% e a estrutura sindical a apontar para 100%.
A paralisação abrange “todos os voos realizados pela easyJet”, bem como os “demais serviços a que os tripulantes de cabine estão adstritos”, cujas “horas de apresentação ocorram em território nacional com inÃcio à s 00:01 e fim à s 24:00 de cada um dos dias” mencionados, lê-se no pré-aviso de greve, divulgado pelo sindicato.
“As propostas de alteração à s prestações pecuniárias já anteriormente apresentadas pela empresa continuam senão piores, muito aquém do limiar do aceitável para garantir trabalho digno aos tripulantes de cabine”, indicou o SNPVAC, acrescentando que “a easyJet continua ‘surda’ à s dificuldades económicas sentidas pelos seus tripulantes, devido aos baixos rendimentos, em face ao reconhecido aumento do custo de vida, o que asfixia os trabalhadores e põe em causa o bem-estar e conforto das suas famÃlias”.
Quando a paralisação foi marcada, a easyJet disse ter ficado “extremamente desapontada” com a convocação da greve, considerando a proposta do sindicato de aumentos entre os 63% e os 103% “impraticável”, e anunciou que ia fazer alterações nos voos antes da greve, para mitigar o impacto nos clientes.
Num comunicado no dia 19 de maio, o SNPVAC garantiu que “a easyJet decidiu previamente proceder ao cancelamento massivo de voos: dos 458 voos originais a saÃrem das bases portuguesas de Lisboa, Porto e Faro, a companhia já cancelou previamente 384 voos, ou seja, 84% dos voos planeados”.
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