
Damasco, 15 dez 2024 (Lusa) – Cerca de 30 camiões com ajuda humanitária entraram hoje no norte da SÃria vindos da fronteira com a Turquia, informou a televisão sÃria, controlada pelo novo governo interino criado após a queda do regime de Bashar al-Assad.
Segundo o canal, a ajuda humanitária entrou no paÃs pela passagem de Bab al-Hawa, entre o território turco e a provÃncia de Idlib, e dirigiu-se para a capital com o mesmo nome.
A Turquia é o principal apoiante da coligação liderada pelo grupo islâmico Organização de Libertação do Levante (Hayat Tahrir al-Sham ou HTS, em árabe) que, juntamente com outras fações, derrubou o governo sÃrio.
Na quinta-feira, o chefe dos serviços de informações turcos, Ibrahim Kalin, visitou Damasco, naquela que foi a primeira visita à capital sÃria de um alto funcionário estrangeiro desde a queda do regime.
De acordo com os meios de comunicação, Kalin rezou na histórica Mesquita dos OmÃadas e reuniu-se com membros do novo governo interino.
A Turquia foi também o primeiro paÃs a reabrir a sua embaixada na SÃria depois da queda de Bashar al-Assad.
Depois da queda do regime, o Qatar, que anunciou a reabertura da sua delegação diplomática para breve, enviou dois carregamentos de ajuda humanitária através da Jordânia, que faz fronteira com o sul da SÃria.
Os rebeldes declararam a 08 de dezembro Damasco ‘livre’ do Presidente Bashar al-Assad, após 12 dias de ofensiva da coligação liderada pelo HTS para derrubar o governo sÃrio.
O Presidente sÃrio, que esteve no poder 24 anos, deixou o paÃs perante a ofensiva rebelde e asilou-se na Rússia, segundo as agências de notÃcias russas TASS e Ria Novost.
Rússia, China e Irão manifestaram preocupação pelo fim do regime, enquanto a maioria dos paÃses ocidentais e árabes se mostrou satisfeita por Damasco deixar de estar nas mãos do clã Assad.
No poder há mais de meio século na SÃria, o partido Baath foi, para muitos sÃrios, um sÃmbolo de repressão, iniciada em 1970 com a chegada ao poder, através de um golpe de Estado, de Hafez al-Assad, pai de Bashar, que liderou o paÃs até morrer, em 2000.
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