
Jerusalém, 05 abr 2026 (Lusa) – O Supremo Tribunal israelita aumentou hoje para 100 o número máximo de fiéis autorizados a rezar no Muro das Lamentações, em Jerusalém, contra os 50 em vigor desde o início da guerra com o Irão, revelou a AFP.
Em resposta a um recurso de uma Organização Não Governamental que dizia respeito apenas ao Muro das Lamentações, o Tribunal indicou, em resposta, que “o número de fiéis autorizados na esplanada do Muro Ocidental será aumentado para 100 pessoas, em vez do limite anterior”, acrescentando que “esta atualização entra em vigor imediatamente”.
Os juízes deram ainda ao Estado até terça-feira para justificar a sua “política de proteção relativa aos locais sagrados” em geral, segundo a decisão a que a AFP teve acesso.
Desde o início dos bombardeamentos israelo-americanos sobre o Irão, a 28 de fevereiro, as autoridades israelitas, invocando razões de segurança, proibiram o acesso aos locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém.
O Kotel (Muro das Lamentações), o local mais sagrado onde os judeus estão autorizados a rezar, a Basílica do Santo Sepulcro para os cristãos e, para os muçulmanos, a Esplanada das Mesquitas, símbolo nacional palestiniano, são os locais abrangidos pela limitação.
Devido ao estado de emergência, foram proibidas as reuniões de mais de 50 pessoas, o que afeta as cerimónias e o culto das três religiões.
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz e ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
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