
Porto, 20 dez 2023 (Lusa) – O Tribunal de Contas (TdC) concedeu o visto prévio ao contrato de construção da Linha Rubi do Metro do Porto, cuja consignação e arranque das obras deverão acontecer nos próximos dias, disse hoje fonte oficial da transportadora à Lusa.
De acordo com informação adiantada hoje à Lusa por fonte oficial da Metro do Porto, com a concessão do visto prévio do TdC, a consignação da obra de 379,5 milhões de euros ao consórcio Alberto Couto Alves (ACA), FCC Construcción e Contratas y Ventas deverá ocorrer “nos próximos dias”, bem como o arranque da obra.
No dia 06 de dezembro, o presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, disse que esperava poder consignar a obra da linha Rubi entre o final do ano e o inÃcio de 2024, de forma a poder dar inÃcio à s obras.
“Dentro de dias vamos começar a construir a linha Rubi. Já respondemos à s primeiras perguntas do Tribunal de Contas, e acreditamos que entre o final do ano e o inÃcio do próximo ano tenhamos essa resposta”, tinha dito o responsável aos jornalistas numa visita ao viaduto de Santo OvÃdio, parte da extensão da linha Amarela até Vila d’Este, em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto).
O contrato para a construção da Linha Rubi do Metro do Porto foi assinado com consórcio Alberto Couto Alves (ACA), FCC Construcción e Contratas y Ventas em 03 de novembro por mais de 379,5 milhões de euros, seguindo-se o envio para o Tribunal de Contas para obtenção de visto e posterior consignação da empreitada.
O valor global de investimento da Linha Rubi (Casa da Música – Santo OvÃdio, incluindo nova ponte sobre o rio Douro) é de 435 milhões, um investimento financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Questionado sobre o avançar da empreitada no Porto, depois de há um mês o executivo da Câmara do Porto, liderado por Rui Moreira, ter aprovado informar o Governo e a Metro do Porto de que não poderia haver nova empreitada na cidade se não forem resolvidos os constrangimentos nas atuais frentes de obra, Tiago Braga afirmou que o projeto da linha Rubi teve a preocupação de “procurar soluções, do ponto de vista da localização das estações, que fugissem à quilo que é a ocupação das vias públicas”.
“Por isso é que a estação do Campo Alegre é num parque de estacionamento e não na via pública”, exemplificou Tiago Braga, acrescentando que a obra arrancará nas frentes que a Metro do Porto considerar importante para cumprir o prazo de ter a obra pronta até 2026.
Questionado sobre se o Porto será poupado à s obras no processo inicial da empreitada da linha Rubi, Tiago Braga disse ainda que “não se trata de ser poupado ou não ser poupado”.
“Aquilo que nós temos previsto, e já tive conversas com a Câmara do Porto, é que nós vamos arrancar com as frentes de obra necessárias para termos a ponte, termos a linha, termos o túnel – toda a parte da linha no Porto, com exceção da trincheira que sai em viaduto, é enterrada – e termos as condições para, no final de 2026, termos concluÃda a operação”, disse aos jornalistas.
Segundo o presidente da Metro do Porto, o número de frentes de obra no arranque da linha Rubi serão “para cima de dez”, a maioria das quais em Gaia, “porque a exigência e o desafio é muito grande”, numa “janela temporal muito curta” para executar a obra.
A Linha Rubi, com 6,4 quilómetros e oito estações, inclui uma nova travessia sobre o Rio Douro, a “Ponte D. Antónia Ferreira, a Ferreirinha”, que será exclusivamente reservada ao Metro e à circulação pedonal e de bicicletas.
Em Gaia, as estações previstas para a Linha Rubi são Santo OvÃdio, Soares dos Reis, Devesas, Rotunda, Candal e Arrábida, e no Porto Campo Alegre e Casa da Música.
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