
Arganil, Coimbra, 10 fev 2021 (Lusa) — Cerca de 300 ninhos de vespa asiática foram eliminados no concelho de Arganil em 2020, o que traduz uma redução de 39% destas ocorrências relativamente ao ano anterior, anunciou hoje a Câmara Municipal.
“Esta diminuição do número de ninhos presentes no território e respetiva desativação das colónias (…) é resultado do intenso e continuado trabalho de combate a esta espécie invasora realizado pela autarquia, que foi reforçado no terreno pelas Equipas de Intervenção Permanente (EIP) das corporações de bombeiros de Arganil e de Coja”, no inÃcio de 2020, afirma a autarquia em comunicado.
O municÃpio presidido por LuÃs Paulo Costa realça que “Arganil encerrou o ano de 2020 com 290 ninhos de vespa velutina eliminados”, o que representa uma “contundente resposta à presença da vespa asiática no concelho e ao seu enorme potencial de propagação”.
O combate desta espécie invasora, nativa das regiões tropicais e subtropicais do Sudeste Asiático, incluiu “a instalação de uma rede de 350 armadilhas por todo o concelho, entre março e abril, para atração de vespas fundadoras”, o que possibilitou conter a proliferação de ninhos a neutralizar ao longo do ano.
Segundo a nota, a estratégia adotada permitiu ainda reduzir “os impactos gerados por estas colónias para a população e ecossistemas”, tendo a distribuição das armadilhas no concelho tido em conta os “locais onde foram detetados ninhos” em 2019.
“Desde que o primeiro caso foi detetado no território, em 2016, foram eliminados 735 de ninhos de vespa asiática”, refere a autarquia, no distrito de Coimbra, que já destinou cerca de 25 mil euros à eliminação deste inseto predador, 18.500 dos quais em 2020.
“Os esforços que temos empenhado no combate a esta problemática têm dado frutos. E isso reflete-se não só na expressiva redução deste tipo de vespa no concelho, como no aumento da eficácia e prontidão na desativação dos ninhos”, sublinha LuÃs Paulo Costa, citado na nota.
Com três equipas no terreno, “o tempo médio de resposta à s solicitações das pessoas, no último ano, diminuiu para três dias”, acrescenta o autarca.
“A rapidez na desativação do ninho revela-se de máxima importância para o controlo da vespa asiática, por se reduzir o tempo de vida da colónia e impedir a sua proliferação, mitigando as consequências para os setores mais afetados por este problema, como o agrÃcola, o florestal e, em particular, o da apicultura, por se tratar de uma espécie carnÃvora e predadora de abelhas”, explica a Câmara de Arganil.
Para este ano, está igualmente prevista a colocação de novas armadilhas, “nos locais onde foram detetados ninhos nos últimos 12 meses, com o objetivo de capturar as fêmeas fundadoras antes da formação de novos ninhos, evitando a reprodução e o aumento da população” desta vespa invasora.
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