TRANSFERÊNCIAS IMEDIATAS QUADRUPLICARAM EM 2019 PARA 3,1 MILHÕES DE OPERAÇÕES – BDP

Lisboa, 11 mai 2020 (Lusa) — O número de transferências imediatas quadruplicou em 2019, tendo sido realizadas 3,1 milhões de operações no valor de 4.000 milhões de euros, segundo o Relatório dos Sistemas de Pagamento do Banco de Portugal, hoje divulgado.

As transferências imediatas entre bancos que operam em Portugal existem desde setembro de 2018, permitindo que transferências de dinheiro entre contas bancárias possam ser feitas em qualquer momento e demorem no máximo dez segundos, em vez de pelo menos um dia.

O serviço está disponível no ‘homebanking’ ou nas aplicações (‘app’) de cada banco, não estando disponível nas caixas automáticas Multibanco.

Segundo a informação do Banco de Portugal, hoje divulgada, em 2019, as transferências imediatas cresceram 311,8% em número e 521,7% em valor, tendo sido realizadas 3,1 milhões de operações no valor de 4.000 milhões de euros.

Depois de disponibilizadas em setembro de 2018, as transferências imediatas “registaram uma ligeira redução na fase inicial de 2019, em grande medida devido à introdução de comissões pelos prestadores de serviços de pagamento”, lê-se no Relatório dos Sistemas de Pagamento.

Já a partir de março de 2019 retomaram o seu crescimento, atingindo o pico em dezembro passado, quando foram realizadas 400 mil transferências no valor de 549 milhões de euros.

O Banco de Portugal destaca o uso deste instrumento de pagamento por parte das empresas, referindo que, apesar de em 2019 os particulares terem ordenado 59% das operações, 67% do valor total teve origem nas empresas.

Em média, em 2019, o valor de uma transferência imediata foi de 1.301 euros, mais 51% face a 2018.

Este sistema para já funciona apenas entre bancos de Portugal, mas até final do ano deverá ser desenvolvido um sistema de pagamentos imediatos à escala europeia.

O Relatório dos Sistemas de Pagamento do Banco de Portugal indica ainda que, em 2019, os pagamentos de retalho em Portugal (processados no SICOI – Sistema de Compensação Interbancária) aumentou 9,3% em número para 3.000 milhões de operações, no valor de 523,1 mil milhões de euros, mais 6,4% do que em 2018.

Em média, por dia, este sistema processou 8,7 milhões de operações, no valor de 1,9 mil milhões de euros.

O Banco de Portugal explicou que “este aumento continuou a ser sustentado pelos instrumentos de pagamento eletrónicos (débitos diretos, transferências a crédito, transferências imediatas e operações de pagamento baseadas em cartão), que representaram 99,1% do número e 83,9% do valor total do SICOI”.

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