
São Tomé, 30 dez 2020 (Lusa) – Os trabalhadores de quatro instituições do Ministério do Planeamento, Finanças e Economia Azul de São Tomé e PrÃncipe suspenderam hoje a paralisação iniciada na terça-feira e que deveria durar três dias, garantiu o lÃder sindical, Alexandre Costa.
“Fizemos um pré-acordo e foi assinado uma ata”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Finanças.
“Temos um pacote de seis reivindicações e era inconcebÃvel que saÃssemos de uma negociação sem que nada ficasse escrito e assinado pelas partes”, acrescentou.
Alexandre Costa disse que na base da greve estava “a falta de entendimento entre a entidade patronal e o sindicato em termos de assinatura de documento que possa provar que algo foi garantido em relação” à s suas reivindicações.
O responsável não avançou o conteúdo do compromisso entre ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz, e os trabalhares, que consta na ata assinada.
Um dos principais motivos da reivindicação dos trabalhadores das Finanças, das Alfândegas, das EstatÃsticas e da Inspeção-Geral de Finanças refere-se ao “reajuste salarial” que o executivo projetou implementar a partir do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2021.
Esse reajuste vai obrigar à redução em determinados salários e subsÃdios praticados na administração pública que os trabalhadores reivindicam como sendo “direitos adquiridos”.
Em várias empresas e institutos do Estado os diretores e vários quadros superiores auferem salários e subsÃdios exorbitantes que em muitos casos ultrapassam o vencimento mensal do Presidente da República.
O Governo do primeiro-ministro Jorge Bom Jesus decidiu que é necessário estabelecer regras e reajustar os salários, com objetivo de elevar o nÃvel dos vencimentos mais baixos praticados no paÃs, que atualmente na função pública é equivalente a 40 euros.
MYB // LFS
Lusa/Fim



