
São Tomé, 06 nov 2025 (Lusa) – Funcionários do aeroporto da capital de São Tomé e PrÃncipe iniciaram hoje uma greve por tempo indeterminado, impossibilitando a aterragem e partida de aviões, para exigirem a atribuição de subsÃdios financeiros, anunciou fonte sindical.
A paralisação foi convocada pela sindicato dos trabalhados da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ENASA) para exigir subsÃdio mensal de cerca de cinco mil dobras para todos os funcionários, à semelhança do que aconteceu, dizem, com os funcionários afetos ao sindicato dos controladores de tráfegos aéreo, desde janeiro.
“Estamos numa mesma empresa, entendemos que não pode haver benefÃcio apenas para um grupo de trabalhadores, então, temos também direito a algum subsÃdio e estamos a reivindicar esse subsÃdio para as outras classes também”, disse à Lusa o lÃder sindical, Arlindo Fernandes.
Segundo Arlindo Fernandes, houve negociações como o Governo para se evitar a greve, mas a direção da ENASA informou o sindicato que “tem tudo preparado” e só estava à espera da autorização do Ministério “para avançar” e fechar um acordo, mas em menos de 24 horas foram notificados pelo Governo de que a greve era ilegal.
O sindicato assegurou que a greve tem adesão de 100% e abrange várias áreas, nomeadamente, a segurança, bombeiros, limpeza, fiscalização e outros, com exceção dos controladores do trafego aéreo que têm um sindicato autónomo.
Segundo os trabalhadores, um voo interno entre a ilha de São Tomé e a ilha do PrÃncipe não aconteceu hoje por causa da paralisação. “Enquanto não for resolvido o problema, vamos manter”, avançou o sindicalista, alertando que a partir de sexta-feira deverão acontecer vários voos internacionais.
Fontes sindicais disseram à Lusa que o primeiro-ministro deslocou-se esta tarde às instalações da ENASA para uma conversa com os funcionários em greve, para se encontrar uma solução.
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