TotalEnergies apoia formação de empresas angolanas para incentivar conteúdo local

Luanda, 27 fev 2026 (Lusa) — Três dezenas de micro, pequenas e médias empresas (MPME) angolanas foram selecionadas para a primeira fase do programa “Mungu”, que visa fortalecer o conteúdo local angolano, em setores estratégicos para o desenvolvimento económico de Angola.

O programa, de iniciativa da TotalEnergies e financiada pelo grupo empreiteiro do Bloco 17, prevê capacitar, nos próximos três anos, 200 MPME.

Nesta primeira fase, o grupo de empresas selecionadas, em 17 províncias angolanas, integram as áreas de mobilidade e logística (6), agricultura e indústria transformadora (3), construção, energias e engenharias (5), tecnologia e telecomunicações (7), educação (5), marketing e comunicação (2) e hotelaria e restauração e turismo (1).

A ser implementado pela Acelera Angola, o programa Mungu tem como foco contribuir para a redução da dependência de produtos e serviços estrangeiros.   

Em declarações à imprensa, o chefe de departamento de Sustentabilidade da TotalEnergies, Samora Kitumba, referiu que as grandes corporações, e não apenas o setor petrolífero, são exigentes nos processos de contratação, em termos de critérios e formalismos para que as empresas se candidatem a prestar serviços.

Samora Kitumba realçou que a capacitação das empresas tem como foco dotá-las de elementos necessários para “ombrearem com empresas estrangeiras”.

“Estarem dotadas de todos os ‘skills’, de todos os elementos necessários para poderem apresentar as suas propostas técnicas e financeiras e candidatarem-se a esses processos concursais que são lançados, não apenas pelo setor petrolífero, mas pelo setor financeiro, pelas seguradoras, pelo setor dos transportes, pelo setor da logística”, disse.

Segundo o responsável, verifica-se que, “às vezes, falta apenas um empurrão”, acrescentando que o processo de capacitação das 30 empresas vai até o final deste ano.

“As empresas já sabem fazer, já têm o ‘know-how’, mas precisam de estar certificadas, precisam de estar licenciadas, precisam de ter conhecimento, porque a lei exige para participar nesses processos, e é este o grande desafio que nós queremos lançar durante os próximos três anos”, disse.

No final da capacitação, as empresas ficam dotadas de “uma espécie de selo Mungu”, que lhes vai permitir concorrer com empresas estrangeiras.

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