
A poucos dias do arranque do Mundial FIFA 2026, Toronto intensifica os preparativos para receber uma forte afluência de adeptos internacionais. Para além da organização do evento, a prioridade passa também pela proteção da saúde pública.
As autoridades de saúde seguem a evolução de várias doenças infecciosas a nível mundial, como o sarampo, a mpox e a Ébola, numa altura em que a Organização Mundial da Saúde declarou uma emergência internacional devido ao surto no leste da República Democrática do Congo.
A responsável pela Saúde Pública de Toronto, Michelle Murti, afirma que a cidade tem vindo a preparar-se há vários anos para cenários de risco associados a grandes eventos internacionais.
Segundo a responsável, existem protocolos definidos para identificar rapidamente casos suspeitos, assegurar assistência médica adequada e evitar a propagação de infeções na comunidade.
O plano inclui vigilância reforçada durante os jogos e nas zonas de maior concentração de adeptos, como o “FanFest” e o estádio da cidade. Está ainda prevista a monitorização de águas residuais para detetar sinais de vírus como o sarampo, norovírus e mpox.
No caso da Ébola, as autoridades sublinham que o controlo depende sobretudo da identificação precoce de sintomas, uma vez que a transmissão ocorre apenas quando a pessoa já apresenta sinais da doença.
Toronto reconhece que a resposta exige coordenação entre autoridades municipais, provinciais e federais, sobretudo no rastreio de viajantes provenientes de regiões de maior risco.
A mensagem das autoridades é clara: quem apresentar sintomas deve evitar deslocações e permanecer em casa, reduzindo o risco de transmissão. O objetivo é garantir que o Mundial decorre em segurança para todos os participantes e visitantes.
