
Braga, 07 jul 2021 (Lusa) – O canoÃsta Emanuel Silva aponta a uma medalha nos Jogos OlÃmpicos de Tóquio2020, enquanto os nadadores Tamila Holub e José Paulo Lopes são mais cautelosos, escolhendo como objetivos estar nas finais e melhorar os recordes pessoais.
Os três atletas olÃmpicos bracarenses foram hoje recebidos na Câmara Municipal de Braga, onde receberam um apoio financeiro instituÃdo pela autarquia e o medalha de prata em Londres2012 mostrou muita ambição.
“Levanto-me, alimento-me e descanso a pensar numa medalha, toda a minha famÃlia me apoia nesse sentido, só penso ir para Tóquio para conseguir uma medalha. Se sonho alto é porque trabalho alto, é só assim que consigo estar. Podem pensar que sou maluco, mas com os resultados que tenho, ainda recentemente alcancei o sexto lugar nos Campeonatos do Mundo, a 16 milésimos do bronze, só posso pensar nisso [medalha]”, disse.
O canoÃsta de 35 anos, que vai participar em K4 500 nos seus quintos Jogos OlÃmpicos, frisou que as expectativas com que parte para Tóquio “são muito idênticas” à s das primeiras olimpÃadas, em Atenas2004 (sétimo lugar), tendo recordado ainda as participações em Pequim2008 (10.º), Londres2012 (medalha de prata) e Rio de Janeiro2016 (quarto).
“Temos que assumir que somos candidatos, não há que ter medo, nem eu nem o resto da equipa temos problemas com isso, mostra o nosso foco, convicção e muita resiliência. Se eu hoje estou aqui a esta hora é porque à s 08:30 estava no rio para treinar ao mais alto nÃvel”, disse.
A nadadora Tamila Holub vai para a segunda participação e assume que as “expectativas são claramente mais elevadas” que no Rio de Janeiro2016.
“O objetivo já não é só participar, já é lutar por uma final, o que no caso da natação é muito complicado. O melhor lugar [de nadadores portugueses] foi um sétimo do Alexandre Yokochi [Los Angeles1984], recentemente o Aléxis Santos teve um 12.º lugar [Rio de Janeiro2016], e eu vou lutar por estar ao nÃvel desses melhores atletas”, disse.
Para a atleta portuguesa, de ascendência ucraniana, do Sporting de Braga, “a natação em Portugal tem evoluÃdo muito” e quer “aproveitar estes Jogos OlÃmpicos para demonstrar isso”.
“Melhorar o sétimo lugar de Yokochi? Será muito difÃcil, lutar por uma final já será muito complicado. O nÃvel da natação tem estado sempre a aumentar e é complicado para nós, atletas portugueses, apanhar esse nÃvel”, disse.
A atleta de 22 anos, que vai nadar os 800 e 1500 metros livres, revelou ainda que a pandemia de covid-19 “afetou” a sua preparação, sobretudo fisicamente.
“O psicológico manteve-se forte, percebi que era impossÃvel mudar, os Jogos iam ser adiados e tive que aceitar isso e continuar a trabalhar. A nÃvel fÃsico foi muito exigente, já tivemos quatro estágios em altitude nos últimos cinco meses, três na Serra Nevada, Espanha, e voltámos hoje de Font Romeu, França. O corpo está pronto e já tenho aquele entusiasmo e vontade de competir”, disse.
Já o objetivo do estreante José Paulo Lopes, de 20 anos, passa por “desfrutar ao máximo daquela experiência nova, da maior competição do mundo”, e tentar novos recordes pessoais.
O também nadador do Sporting de Braga, que vai participar nos 800 metros livres, tendo ainda a expectativa de também nadar os 400 metros estilos, lembrou a “luta muito difÃcil” pela qualificação olÃmpica, considerando que a pandemia e o respetivo adiamento dos Jogos OlÃmpicos acabou por ser positivo porque lhe permitiu alcançar esses mÃnimos.
A Câmara Municipal de Braga instituiu um prémio de apoio aos atletas olÃmpicos bracarenses (para quem vive há mais de cinco anos no concelho) com três escalões: de participação, no valor de três mil euros, se atingir a final (cinco mil euros) e de medalhado (10 mil euros).
O presidente da autarquia, Ricardo Rio, disse ainda ter a expectativa de ver aumentado o contingente bracarense nos Jogos OlÃmpicos de Tóqui2020, nomeadamente através de atletas do andebol que possam ser convocados e nos atletas paralÃmpicos, em que José Carlos Macedo está garantido.
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