
Teerão, 28 fev 2026 (Lusa) — O Irão advertiu hoje que todos os locais envolvidos nas operações militares lançadas por Israel e pelos Estados Unidos contra a República Islâmica são “alvos legítimos”.
O aviso foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, na televisão iraniana.
“As forças armadas iranianas consideram como alvos legítimos os locais de onde foram conduzidas as operações norte-americanas e sionistas [Israel], bem como os locais de todas as ações levadas a cabo contra as operações de defesa iranianas”, declarou Araghchi.
Araghchi, que disse anteriormente que tinha indicações de que todos os líderes estavam vivos, confirmou a morte de “dois comandantes”, que não identificou e que desvalorizou.
“Não é um grande problema”, declarou, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
O chefe da diplomacia iraniana também justificou a resposta da República Islâmica contra as bases militares dos Estados Unidos na região.
“O que fizemos foi atacar os reforços militares dos Estados Unidos, não os norte-americanos no próprio país”, disse Araghchi.
“Os Estados Unidos estão a atacar-nos e não compreendo como alguém não pode entender este facto simples”, insistiu.
Araghchi também afirmou que o Irão não estava a atacar os países da região, mas apenas as bases militares norte-americanas.
Na resposta aos ataques que sofreu desde hoje de manhã, o Irão atacou Israel e bases norte-americanas pelo menos no Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Para a reabertura das negociações com os Estados Unidos, Araghchi estabeleceu como condição que Washington cesse primeiro os ataques, mas não quis fazer promessas.
“O povo iraniano está furioso”, justificou.
Ao anunciar a operação de hoje, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que visava “eliminar ameaças iminentes” do Irão e afirmou aos iranianos que a hora da liberdade estava ao seu alcance.
“Aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, às forças armadas e a toda a polícia, digo hoje que devem depor as armas e ter imunidade total ou, caso contrário, enfrentar uma morte certa”, acrescentou.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação conjunta com o aliado norte-americano contra a “ameaça existencial que representa o regime terrorista no Irão”.
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