
Alicante, Espanha, 27 ago 2026 (Lusa) — Um dos conjuntos mais valiosos da Idade do Bronze na Europa, conhecido pelo Tesouro de Vilhena, foi hoje roubado do museu onde se encontrava, em Alicante, confirmou a agência espanhola EFE junto de fontes municipais.
Composto principalmente por peças de ouro datadas de mil anos antes de Cristo, o Tesouro de Vilhena é constituído por 66 objetos, entre taças, pulseiras e garrafas, entre outros.
O alarme foi ativado pelas 05:16, segundo as fontes citadas pela EFE, e o assalto aconteceu numa questão de minutos, como explicou, em conferência de imprensa, o presidente da câmara local, Fulgencio Cerdán.
Visivelmente abalado, segundo o relato da EFE, Cerdán referiu que sobraram apenas três vasilhas de prata, uma bracelete e grande parte dos adornos do bastão, assim como as quatro coroes, que caíram.
Neste momento, “todas as hipóteses estão em aberto”, afirmou o subdelegado do Governo na província de Alicante, Manuel Pineda, que acrescentou que o objetivo será perceber como foi levado a cabo o assalto e recuperar o tesouro.
“Estamos absolutamente desolados”, afirmou Cerdán, que realçou estar a tremer com o que aconteceu.
O conjunto foi descoberto em dezembro de 1963 pelo arqueólogo José María Soler e é, segundo o próprio Museu de Vilhena, o “conjunto de recipientes de ouro mais importante da Idade do Bronze a par dos tesouros dos túmulos reais de Micenas, na Grécia”.
Em outubro de 1963, tinha sido descoberta a primeira peça, avistada entre o material depositado para uma obra numa rua, que inicialmente foi encarada como uma peça do motor de um camião.
O responsável pela obra, Ángel Tomás, deixou-a exposta à espera que alguém a fosse buscar, mas a sorte ditou que acabasse nas mãos do joalheiro local, Carlos Miguel Esquembre, que a levou ao diretor do Museu Arqueológico Municipal, José María Soler.
Na sequência desta descoberta, foram encetadas escavações que revelaram o conjunto de peças de ouro, prata, ferro e âmbar com quase 10 quilos.
De acordo com a agência espanhola, o assunto está nas mãos da Guarda Civil e da Polícia Judicial.
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