
Pequim, 27 jan 2026 (Lusa) — Mais de 20 mil pessoas foram retiradas na sequência do terramoto de magnitude 5,5 que abalou na segunda-feira a provÃncia de Gansu (noroeste da China), apesar de não haver registo de vÃtimas mortais.
O sismo registou-se na vila de Diebu — prefeitura autónoma tibetana de Gannan — à s 14:56 (06:56, em Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros, com epicentro localizado nas coordenadas 34,06 graus de latitude norte e 103,25 graus de longitude este, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China.
As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifÃcios, pelo que se organizou o realojamento dos residentes em zonas de maior risco enquanto se avalia a extensão completa dos danos, avançaram as autoridades locais citadas pela agência noticiosa oficial Xinhua.
O fornecimento de energia e água, assim como as comunicações, não foi afetado, de acordo com as mesmas fontes.
Para a zona afetada deslocaram-se cerca de 350 elementos de equipas de emergência, resgate e técnicos em prevenção de desastres, enquanto os organismos estatais de gestão de emergências ativaram o nÃvel IV de resposta.
Utilizadores das redes sociais em localidades próximas afirmaram ter sentido o abalo, embora não tenham sido divulgadas imagens de danos significativos.
A provÃncia de Gansu, situada no oeste do paÃs, encontra-se numa das zonas sÃsmicas mais ativas da China, devido à fricção entre as placas tectónicas euro-asiática e indiana, especialmente em áreas próximas aos Himalaias e ao planalto tibetano.
O oeste chinês, que inclui também regiões como Xinjiang, Qinghai e o Tibete, regista frequentemente movimentos sÃsmicos de magnitude média, embora o impacto costume ser limitado devido à baixa densidade populacional em amplas zonas montanhosas.
Em dezembro de 2023, um forte terramoto de magnitude 6,2 em Gansu e na vizinha provÃncia de Qinghai causou mais de 150 mortos e avultados danos materiais, num dos sismos mais mortÃferos registados na China nos últimos anos.
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