Taxas Euribor a 6 e a 12 meses sobem e atingem máximos de outubro e agosto de 2024

Lisboa, 15 set 2026 (Lusa) — A Euribor subiu hoje novamente a três, a seis e a 12 meses, atingindo, nos prazos mais longos, os valores mais altos em cerca de dois anos.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,946%, mais 0,010 pontos que na segunda-feira e um novo máximo desde outubro de 2024.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a julho indicam que a Euribor a seis meses representava 39,87% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,26% e 24,40%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também voltou a avançar hoje, para 3,326%, mais 0,014 pontos e um novo máximo desde agosto de 2024.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 2,682%, mais 0,018 pontos que na véspera.

Na passada quinta-feira, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois da manutenção das mesmas em julho.

Em junho, o BCE subiu, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

Em agosto, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três, a seis e a 12 meses, mas com maior intensidade do que em julho e mais acentuadamente no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em agosto subiu 0,088 pontos para 2,513% a três meses e 0,066 pontos percentuais para 2,713% a seis meses.

Já a 12 meses, depois de ter baixado em junho, a média mensal da Euribor avançou 0,099 pontos para 2,954%.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

JO // EA

Lusa/Fim