
Paris, 06 out 2026 (Lusa) – A taxa de inflação homóloga dos países da OCDE subiu para 4,3% em agosto, contra 4,1% em julho, impulsionada por um forte aumento dos preços da energia, enquanto a inflação dos alimentos continuou a desacelerar, foi hoje anunciado.
Num comunicado, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) informou que a inflação geral aumentou em 23 dos 38 países da organização, manteve-se estável – como os Estados Unidos, em 3,4% – ou praticamente estável em doze e caiu em três (Estónia, Eslováquia e Turquia).
No entanto, a Turquia continua a ser a lanterna vermelha da inflação, com uma taxa homóloga de 31,5% em agosto, menos três décimas do que em julho passado.
Acima de 5% estavam a Colômbia (6,2%), Islândia (5,6%) e Lituânia (6,1%).
A inflação da energia da OCDE disparou para 13,6% em agosto, contra 11,6% em julho, com aumentos em 28 dos 37 países para os quais havia dados disponíveis.
Na Austrália, Bélgica, Dinamarca, Itália, Espanha e Turquia, o aumento foi superior a cinco pontos percentuais.
Em contraste, a inflação dos alimentos caiu para 2,8%, contra 3,2% em julho, o nível mais baixo desde julho de 2021.
Quanto à inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, manteve-se estável em 3,6% pelo terceiro mês consecutivo.
No G7 (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Itália e Japão), a inflação geral mal variou, situando-se em 3,1% em agosto, em comparação com 3% em julho.
O aumento da inflação da energia neste grupo, que atingiu 14%, foi parcialmente compensado pela moderação dos preços dos alimentos, cuja inflação caiu para 1,9%, o nível mais baixo desde outubro de 2024.
A energia foi o principal fator do aumento da inflação em Itália, França e no Reino Unido.
Na zona euro, a inflação medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) subiu para 3,2% em agosto, contra 3% em julho, enquanto os preços da energia subiram 14,3%, o nível mais alto desde janeiro de 2023.
A estimativa preliminar da agência de estatísticas da UE, o Eurostat, aponta para uma nova aceleração em setembro, para 3,8%, um aumento de 0,6 pontos percentuais que levaria a inflação da zona euro para o nível mais alto desde setembro de 2023.
A inflação da energia teria alcançado 18,8%, enquanto a subjacente teria permanecido em cerca de 2,5% na zona euro.
No G20, a taxa de inflação homóloga aumentou para 4,1% em agosto, contra 3,9% em julho. A taxa subiu na Índia para 5%, e na China e na Indonésia para 0,8% e 3,2%, respetivamente. Pelo contrário, caiu na Argentina e no Brasil e manteve-se praticamente estável na Arábia Saudita e na África do Sul.
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