
Madrid, 26 out 2023 (Lusa) – A taxa de desemprego em Espanha aumentou ligeiramente no terceiro trimestre para 11,84% da população ativa, contra 11,60% no final de junho, segundo dados publicados hoje pelo instituto nacional de estatÃstica espanhol (INE).
No total, 2,85 milhões de pessoas estavam registadas como desempregadas na quarta maior economia da zona euro em 30 de setembro, mais 92.700 do que no trimestre anterior, informou o organismo público num comunicado de imprensa.
A taxa de desemprego espanhola, uma das mais elevadas da zona euro, tinha atingido em junho o nÃvel mais baixo desde 2008, graças ao dinamismo da atividade, nomeadamente do turismo, após a quebra provocada pela pandemia de covid-19.
O INE atribui a ligeira recuperação no terceiro trimestre principalmente a uma deterioração no setor dos serviços – que inclui o turismo, do qual dependem quase 12% dos empregos em Espanha – com mais 35.900 pessoas desempregadas.
A situação também se deteriorou na agricultura (+16.900) e na indústria (+4.700), enquanto melhorou no setor da construção, onde houve menos 21.100 desempregados.
Enquanto a taxa de desemprego se deteriorou ligeiramente, o número de pessoas empregadas em Espanha aumentou em relação ao segundo trimestre (+209.100). No total, 21,27 milhões de pessoas estavam empregadas no paÃs no final de setembro.
Esta dinâmica surge numa altura em que a Espanha conseguiu manter um crescimento robusto nos últimos meses, apesar das pressões associadas a uma inflação elevada e ao contrário dos seus principais vizinhos europeus.
O Produto Interno Bruto (PIB) espanhol registou um crescimento de 0,6% no primeiro trimestre e de 0,5% no segundo, graças, nomeadamente, a uma recuperação do consumo e a um elevado nÃvel de investimento.
Para o conjunto do ano de 2023, o Governo espanhol prevê um crescimento de 2,4%.
Esta expetativa está próxima da do Fundo Monetário Internacional (2,5%) e do Banco de Espanha (2,3%).
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