
Lisboa, 13 abr 2025 (Lusa) — O porta-voz do Livre alertou hoje para os perigos de uma aliança entre “o montenegrismo e motosserrismo” e pediu que nas eleições antecipadas a boa notÃcia seja o crescimento do seu partido e a descida do Chega.
O deputado e cabeça de lista do partido por Lisboa falava no encerramento do XV Congresso do Livre, que aprovou o programa eleitoral às legislativas de 18 de maio, numa sessão com intervenções de oito candidatos à Assembleia da República.
“Se no dia das eleições, as notÃcias forem que o Livre é o partido que mais cresce e a extrema-direita é o que mais desce, será a melhor notÃcia que poderemos dar ao nosso paÃs”, afirmou.
Num discurso onde voltou a acusar o primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, de “uma profundÃssima falta de ética”, o dirigente do Livre deixou também crÃticas à IL e ao seu programa.
“Nós estamos então entre o montenegrismo de um lado e o motosserrismo do outro, há uma aliança entre montenegrismo e motosserrismo”, disse, depois de a IL, na sua última convenção, ter recorrido a motosserras de papel, num sinal de apreço para com as polÃticas do argentino Javier Milei.
Tavares alertou ainda para os perigos de “um terceiro M, um M de medo, que também é um M de maldade”, referindo-se ao Chega, considerando que o seu discurso no parlamento de nas redes sociais “deve ser extenuante”.
“Não será possÃvel que se perceba que gostar do paÃs tem que ser de gostar das pessoas que vivem no paÃs?”, questionou.
Sem nunca falar diretamente no PS, Rui Tavares fez um apelo a toda a esquerda, dizendo querer ver “mais cadeiras na Assembleia da República” para estes deputados.
“O que nós temos é que ir conquistar os votos de uma maioria sociológica à esquerda que penderam para outro lado, mas que não estão perdidos, porque os vamos recuperar falando mais de liberdade”, defendeu.
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