
Lisboa, 11 abr 2023 (Lusa) — O presidente do Conselho de Administração da TAP disse hoje que o princÃpio da não interferência do Estado “foi sendo progressivamente substituÃdo” pelo controlo e que a saÃda de Alexandra Reis agravou “problemas que afetam o bom funcionamento” da empresa.
“O princÃpio da não interferência foi sendo progressivamente substituÃdo pela prática do controlo”, afirmou Manuel Beja, que está a ser ouvido na comissão de inquérito à TAP acrescentando que se tornou “evidente que qualquer tema que pudesse ter repercussão mediática teria de passar pelo crivo” do Ministério das Infraestrutura, ou do Ministério das Finanças, ou de ambos.
O administrador disse ainda que a saÃda de Alexandra Reis, cuja indemnização de 500.000 euros motivou a constituição da comissão de inquérito, “contribuiu para evidenciar muitos dos problemas que afetam o bom funcionamento da TAP”.
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