
Redação, 17 fev 2020 (Lusa) — A TAP diz que “não compreende” a suspensão por 90 dias de voos para a Venezuela que lhe foi aplicada e garante que esta é uma “medida gravosa”, que prejudica os passageiros, adiantou fonte oficial da empresa à Lusa.
“A TAP não compreende as razões desta suspensão da operação para a Venezuela por 90 dias, uma vez que cumpre todos os requisitos legais e de segurança exigidos pelas autoridades de ambos os paÃses”, salienta a fonte.
“Trata-se de uma medida gravosa que prejudica os nossos passageiros, não tendo a companhia sequer tido hipótese de exercer o contraditório”, acrescenta a fonte oficial da companhia aérea.
O Governo venezuelano anunciou hoje a suspensão por 90 dias das operações no paÃs da companhia aérea portuguesa, “por razões de segurança”, após acusações de transporte de explosivos num voo oriundo de Lisboa.
“Devido à s graves irregularidades cometidas no voo TP173, e em conformidade com os regulamentos nacionais da aviação civil, as operações da companhia aérea TAP ficam suspensas por 90 dias”, disse o ministro dos Transportes da Venezuela, Hipólito Abreu, na conta da rede social Twitter.
Na passada semana, o Governo venezuelano acusou a TAP de ter violado “padrões internacionais”, por alegadamente ter permitido o transporte de explosivos e por ter ocultado a identidade do lÃder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, num voo para Caracas.
Segundo o Governo venezuelano, Juan Marquez, tio de Guaidó que acompanhava o sobrinho nesse voo, transportou “lanternas de bolso táticas” que escondiam “substâncias quÃmicas explosivas no compartimento da bateria”.
Assim, as autoridades venezuelanas consideram que a TAP, nesse voo entre Lisboa e Caracas, violou normas de segurança internacionais, permitindo explosivos, e também ocultou a identidade do autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, na lista de passageiros, embora a segurança aeroportuária não seja da responsabilidade das companhias transportadoras.
O Governo português já pediu um inquérito para averiguar a veracidade das acusações que envolvem a transportadora aérea portuguesa, dizendo não ter qualquer indÃcio de irregularidades no voo que transportou Marquez e Guaidó.
ALYN (RJP) // CSJ
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