
Lisboa, 02 out 2019 (Lusa) — O presidente da Assembleia da República defendeu hoje que a acusação feita pela lÃder do CDS-PP foi “inapropriada, incorreta e injustificada”, porque as declarações do ex-ministro da Defesa e do primeiro-ministro estão disponÃveis sem “restrições ou condicionalismos”.
Através de uma nota distribuÃda depois da conferência de lÃderes – que decorreu de manhã para decidir sobre uma reunião da Comissão Permanente para discutir a questão de Tancos -, Ferro Rodrigues considerou que a acusação da dirigente dos centristas, Assunção Cristas, foi “inapropriada, incorreta e injustificada”.
A presidente do CDS-PP acusou hoje o presidente do parlamento de estar a “proteger o PS” ao ter recusado enviar para o Ministério Público as declarações prestadas pelo ex-ministro da Defesa e do primeiro-ministro, António Costa, durante a comissão parlamentar de inquérito ao caso de Tancos.
A lÃder dos centristas justificou a necessidade de enviar as declarações por poderem considerar-se “declarações falsas”.
Respondendo a Cristas, o presidente da Assembleia da República lembrou que as declarações do ex-governante e do lÃder do executivo socialista “se encontram disponÃveis na página do parlamento”, estando “acessÃveis sem quaisquer restrições ou condicionalismos” — além da publicação em Diário da Assembleia da República, juntamente com o relatório final da comissão de inquérito, em 29 de junho.
Eduardo Ferro Rodrigues acrescentou que “todos os elementos e informações” pedidos pelo MP à comissão parlamentar de inquérito, sobre as “consequências e responsabilidades polÃticas do furto do material militar ocorrido” nos paióis de Tancos, foram “pronta e diretamente enviados”.
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