
Banguecoque, 31 jan 2025 (Lusa) – O Governo da Tailândia ordenou à s autoridades provinciais que apliquem a proibição da queima de restolho, uma das causas da poluição do ar que voltou a atingir hoje nÃveis alarmantes na capital.
Banguecoque estava esta manhã entre as dez cidades mais poluÃdas do mundo, com um nÃvel de micropartÃculas PM2.5 seis vezes superior ao limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde, de acordo com a empresa suÃça IQAir, que mede a qualidade do ar em todo o mundo.
Os 50 bairros da capital tailandesa atingiram o nÃvel de alerta laranja, o quarto pior de um total de cinco, de acordo com a grelha do municÃpio, que prevê nÃveis elevados até à próxima quarta-feira.
A poluição do ar atinge geralmente o pico nesta altura do ano na Tailândia, bem como em muitos paÃses da região, devido ao ar frio e estagnado que não permite a eliminação suficiente das emissões dos veÃculos e do fumo dos incêndios agrÃcolas.
Um episódio agudo anterior de poluição provocou o encerramento de mais de 350 escolas em 24 de janeiro e a interrupção dos transportes públicos gratuitos durante uma semana.
Na quinta-feira, o Governo lembrou as provÃncias que devem impor a proibição da queima de restolho.
“Em cada provÃncia, se permitir a queima de restolho ou se não implementar medidas preventivas, será sancionado”, avisou o Governo, em comunicado.
Um dos principais problemas de poluição atmosférica na Tailândia é a época de queima de restolho agrÃcola, que ocorre normalmente entre janeiro e abril, no inÃcio da época de plantação, coincidindo com a estação seca do paÃs.
Esta queima, um método mais barato do que a remoção das plantas à mão ou com máquinas, é utilizada pelos agricultores na Tailândia e nos paÃses vizinhos, como o Camboja, a Birmânia e o Laos.
As autoridades distribuÃram ainda mais de 1,1 milhões de máscaras para a população se proteger da poluição e lembraram os proprietários de veÃculos poluentes de irem repará-los.
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