Suspensão da programação cultural em Leiria prolongada até dia 26

Leiria, 10 fev 2026 (Lusa) — A suspensão da programação do Teatro José Lúcio da Silva, do Teatro Miguel Franco e da Black Box, em Leiria, uma das localidades mais afetadas pela passagem das depressões em Portugal, foi prolongada até 26 de fevereiro.

Num comunicado hoje divulgado pelos três equipamentos culturais, geridos pela Câmara Municipal de Leiria, lê-se que “os espetáculos não realizados serão reagendados”.

Inicialmente, a programação tinha sido suspensa até dia 13 de fevereiro, sexta-feira desta semana, sendo a suspensão prolongada agora até dia 26.

Os bilhetes para os espetáculos afetados pela suspensão da programação “mantêm validade”, sendo possível, no caso do Teatro José Lúcio da Silva e do Teatro Miguel Franco, “solicitar reembolso através da bilheteira, por contacto online ou presencial”.

A programação das três salas incluía dezenas de sessões, entre música, teatro, cinema, performance, dança, residências e um congresso.

Em 04 de fevereiro, fonte do Ministério da Cultura revelou à Lusa que pelo menos 12 equipamentos da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), em particular da região centro, tinham sido afetados pelo mau tempo.

Na cidade de Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva e no Teatro Miguel Franco foram identificadas infiltrações e danos estruturais em vidros e ar condicionado.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

JRS (SS) // MAG

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