
Genebra, 05 out 2022 (Lusa) — O surto de ébola no Uganda já causou 29 mortes, incluindo quatro profissionais de saúde, adiantou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo refere a Agence France-Press (AFP).
“As vacinas usadas com sucesso para conter os recentes surtos de ébola na RDC [República Democrática do Congo] não são eficazes contra o tipo de vÃrus ébola responsável por este surto [no Uganda]”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.
“No entanto, existem várias vacinas em fase de desenvolvimento contra este vÃrus, duas das quais devem iniciar os testes clÃnicos no Uganda nas próximas semanas aguardando-se, para isso, as autorizações do Governo do Uganda”, afirmou.
Tedros Adhanom Ghebreyesus revelou já terem sido detetados 63 casos e 29 mortes.
Acrescentando que, entre profissionais de saúde, foram verificados 10 casos, quatro dos quais acabaram por morrer.
A ministra da Saúde do Uganda, Jane Ruth Aceng Ocero, divulgou hoje, na sua página do Twitter, a morte de um anestesista de 58 anos.
“Quando há um atraso na deteção de um surto de ébola é normal que os casos aumentem constantemente no inÃcio e, depois, diminuam à medida que as intervenções de salvamento e de controlo da epidemia vão sendo implementadas”, explicou.
A doença do vÃrus ébola é, muitas vezes, fatal, mas agora existem vacinas e tratamentos contra essa febre hemorrágica que é transmitida aos humanos por animais infetados.
A OMS libertou dois milhões de dólares do seu Fundo de Reserva de Emergência e está a trabalhar com parceiros para ajudar as autoridades a fortalecer a resposta enviando especialistas.
Os primeiros casos foram registados no distrito de Mubende, no centro do paÃs, antes de se espalharem para os distritos vizinhos de Kassanda, Kyegegwa e Kagadi.
O presidente Yoweri Museveni excluiu, na semana passada, qualquer confinamento, dizendo que o paÃs tinha capacidade para conter o surto.
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