
Barcelona, Espanha, 22 abr 2021 (Lusa) — O presidente do FC Barcelona, Joan Laporta, afirmou hoje que Superliga europeia de futebol “é uma necessidade dos grandes clubes” e mostrou-se disponÃvel para dialogar com a UEFA.
“Temos uma posição de prudência. A Superliga é uma necessidade dos grandes clubes, mas a última palavra será sempre dos nossos sócios. Os grandes clubes dão muitos recursos e têm que ter uma palavra maior na distribuição monetária”, afirmou Juan Laporta, em declarações ao canal TV3, naquela que foi a sua primeira declaração pública desde o anúncio da competição.
O presidente do emblema catalão explicou que o FC Barcelona defende a manutenção das ligas domésticas e garantiu que está “aberto ao diálogo e a qualquer entendimento” com a UEFA.
“O objetivo é criar uma competição atrativa e, com isso, melhorar o futebol e recuperar os recursos necessários para torná-lo outra vez num grande espetáculo. Tem de existir um entendimento e acredito que isso acontecerá. Acredito que haverá harmonia institucional e vontade de avançar nessas questões”, disse.
Dos 12 clubes fundadores da Superliga, grande parte já anunciou a desistência, situação que Laporta lamentou e que aponta à s pressões que foram exercidas não só pela UEFA, mas também pelos governos dos paÃses que têm emblemas envolvidos.
“Uma série de pressões fizeram que os clubes se retirassem e olhassem de outra forma para esta competição. Ainda faltam recursos, porque todos estes clubes fazem investimentos muito importantes e pagam salários muito importantes”, lembrou o presidente do FC Barcelona.
O anúncio da Superliga Europeia aconteceu no domingo, mas não sobreviveu mais de 48 horas, com várias vozes crÃticas, desde governos, à UEFA, FIFA, Federações e adeptos.
Perante as crÃticas, Manchester City, Liverpool, Arsenal, Manchester United, Tottenham e Chelsea iniciaram a debandada do projeto da Superliga na terça-feira, seguindo-se já na quarta-feira Atlético de Madrid e Inter Milão.
AC Milan e Juventus já reconheceram a necessidade de avaliar o projeto, enquanto o FC Barcelona faz depender a sua permanência da aprovação dos sócios. O Real Madrid é o único dos 12 clubes fundadores da competição que ainda não emitiu uma posição oficial sobre o tema.
O ‘sonho’ liderado pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, juntou 12 dos principais clubes de Inglaterra, Espanha e Itália, tendo em vista a criação de uma competição anual com 20 equipas, na véspera de a UEFA revelar o formato competitivo da Liga dos Campeões, a partir de 2024/25.
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