
Lisboa, 18 nov 2024 (Lusa) – O aumento da esperança média de vida “traz oportunidades e desafios em termos de riqueza”, podendo gerar mais de 400 mil milhões de dólares em receitas adicionais até 2028 para os gestores de ativos e património, revela um relatório hoje divulgado.
A conclusão consta do relatório da Oliver Wyman e da Morgan Stanley, intitulado ‘Longevidade desbloqueada, reformar-se na era do envelhecimento’, que aponta que “uma das tendências positivas que definiu o último século foi o aumento constante da esperança média de vida em todo o mundo” e que a “era do envelhecimento” criou “um enorme desafio financeiro para muitos paÃses e indivÃduos”.
“Este desafio não surgiu de repente. A pressão tem vindo a aumentar durante décadas”, sustentam, referindo que as principais indústrias foram desenvolvendo “soluções inovadoras, produtos e serviços que melhoram a capacidade das pessoas para enfrentar as suas necessidades de poupança, investimento e proteção”.
No entanto, “como este relatório deixa claro, as necessidades dos indivÃduos não estão a ser totalmente satisfeitas e o desafio está a tornar-se cada vez mais complexo”, lê-se.
“É chegada a hora de quebrar os silos setoriais e organizacionais para desenvolver e oferecer soluções que coloquem as necessidades do cliente como prioridade”, afirma Jaime Lizarraga, financial services partner na Oliver Wyman, citado em comunicado.
Para responder à s necessidades de reforma, “as pessoas precisam de um conjunto de soluções integradas e holÃsticas, concebidas com resultados especÃficos e uma experiência de cliente sem descontinuidades”, defendem, sublinhando que os gestores de património, os gestores de ativos e as seguradoras “não têm conseguido concretizar esta ideia em grande escala”.
De acordo com este relatório, até 2028, os gestores de ativos e património poderão gerar mais de 400 mil milhões de dólares (o equivalente a cerca de 377,96 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), em receitas adicionais, aproveitando as oportunidades oferecidas pelas pessoas que vivem mais tempo na reforma.
O relatório menciona ainda quatro fontes para estas receitas adicionais: “um aumento das alocações nos mercados privados, em particular para os investidores do retalho”; “transferência de ativos financeiros pessoais ‘à margem’ em depósitos e numerário para contas orientadas para a reforma”; expansão do aconselhamento a uma proporção mais vasta da população; e alterações na alocação de mercados não privados devido a uma maior longevidade.
Em 2022, os ativos de pensões em Portugal ascendiam a 44 mil milhões de dólares (o equivalente a cerca de 41,58 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), representando 0,8% do total global e menos de 3% do total cumulativo de ativos de pensões dos paÃses da OCDE, segundo o documento.
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