
Lisboa, 15 abr 2025 (Lusa) – A porta-voz do PAN afirmou hoje que optou por manter a presença nos debates com a AD, representda pelo lÃder do CDS-PP, porque não foge à discussão e ao escrutÃnio”, acusando LuÃs Montenegro de fazer o contrário.
“LuÃs Montenegro optou por fugir dos debates e do escrutÃnio dos portugueses, o PAN não fará o mesmo, nós estamos disponÃveis para esclarecer a população sobre aquilo que são as nossas propostas”, disse Inês de Sousa Real após uma visita à sede da APAV, em Lisboa, depois ser questionada sobre a decisão do seu partido de manter-se representado pela lÃder nos debates com a AD.
Entre os três partidos com quem a AD escolheu fazer-se representar pelo lÃder do CDS-PP, Nuno Melo, nos debates televisivos, o PAN foi o único que manteve a sua lÃder como representante nesse confronto. O BE avançou com a deputada Joana Mortágua e o Livre escolheu a lÃder parlamentar Isabel Mendes Lopes.
Inês de Sousa Real argumentou que, “apesar de LuÃs Montenegro ter fugido ao debate, as suas polÃticas de recuo não deixam de estar presentes na vida das pessoas”, exemplificando com as dificuldades de acesso à s urgências ou os “tempos de espera inaceitáveis para as consultas médicas”.
Questionada sobre se a escolha do PAN – que equacionou também avançar com outro nome para os debates – pode revelar uma falta de quadros no partido preparados para ir enfrentar o lÃder do CDS-PP, Sousa Real negou, garantindo que o partido tem “quadros muito relevantes” e preparados e que a sua presença nos debates se deve apenas ao cumprimento do compromisso de que os partidos seriam representados pelos seus lÃderes.
“Não nos podemos esquecer que (não se pode) estar a dar um sinal de que existem polÃticos de primeira ou polÃticos de segunda, partidos de primeira ou partidos de segunda. Nós não alinhamos nesse tipo de diálogo nem nesse tipo de desvalorização”, disse.
Sobre as decisões do Livre e Bloco de avançarem com outras figuras do partido para os debates, Sousa Real absteve-se de comentar e remeteu essa avaliação para os eleitores, afirmando que lhes caberá “perceber as opções dos diferentes partidos” e os seus compromissos.
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