
Maputo, 20 jan 2026 (Lusa) – O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 112, continuando três pessoas desaparecidos, além de 99 pessoas feridas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com a base de dados do INGD, com números de 01 de outubro a 19 de janeiro, abrangendo já o atual perÃodo de cheias generalizadas no paÃs, foram afetadas até ao momento 645.781 pessoas, equivalente a 122.863 famÃlias, com 11.233 casas parcialmente destruÃdas e 4.883 totalmente destruÃdas, agravando o balanço anterior.
Até sexta-feira era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o inÃcio da época das chuvas em Moçambique, avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.
Dos 80 centros de acomodação abertos desde o inÃcio da época das chuvas, 69 permanecem ativos, com 70.488 pessoas, das 55.722 que já tiveram de ser retiradas das áreas evacuadas, segundo os mesmos dados do INGD.
Foram afetadas ainda 56 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 306 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.515 quilómetros de estrada danificados e 155 postes de eletricidade tombados.
O registo do INGD aponta ainda para 165.841 hectares de área agrÃcola afetados, dos quais 73.695 hectares dados como perdidos, afetando 111.535 agricultores, além da morte de 38.770 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
O Governo moçambicano estima que 40% da provÃncia de Gaza está submersa, devido à s fortes cheias dos últimos dias, e que vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de, pelo menos, 152 quilómetros de estradas nacionais.
As autoridades moçambicanas montaram segunda-feira um centro de coordenação nacional, liderado pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no aeroporto de Xai-Xai, provÃncia de Gaza.
Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famÃlias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tejadilhos de carros ou na copa das árvores, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que estão a obrigar as barragens, incluindo dos paÃses vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade.
Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, seis helicópteros e quatro aeronaves.
Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.
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