
Pequim, 24 dez 2023 (Lusa) – O terramoto que atingiu a China na segunda-feira passada, matando pelo menos 148 pessoas, causou perdas estimadas em quase 68 milhões de euros nos setores da agricultura e pescas, informou hoje a imprensa estatal.
A provÃncia de Gansu, no noroeste da China, realizou avaliações preliminares que mostraram que as indústrias agrÃcolas e pesqueiras locais perderam 532 milhões de yuans (cerca de 67,7 milhões de euros), de acordo com a televisão estatal chinesa CCTV.
As autoridades estavam a ponderar a melhor forma de utilizar o fundo de ajuda, criado pelo Governo Central chinês na terça-feira, para que o setor agrÃcola retomasse a produção o mais rapidamente possÃvel.
O Governo chinês e o ministério da Gestão de Emergências alocaram 200 milhões de yuan (cerca de 25 milhões de euros) para os esforços de socorro e recuperação.
O sismo de magnitude 6,2 atingiu uma região montanhosa, um minuto antes da meia-noite local de segunda-feira (15:59, em Lisboa) na fronteira entre as provÃncias de Gansu e Qinghai e a cerca de 1.300 quilómetros a sudoeste de Pequim, a capital chinesa.
A CCTV informou que 117 pessoas morreram em Gansu e 31 outras morreram na vizinha Qinghai, enquanto três pessoas continuam desaparecidas. Cerca de mil pessoas ficaram feridas e mais de 14 mil casas foram destruÃdas.
Durante uma visita no sábado a várias aldeias de Gansu e a um condado de Qinghai, o primeiro-ministro chinês Li Qiang instou as autoridades a melhorarem as condições de vida dos sobreviventes através de todos os métodos disponÃveis.
De acordo com a agência de notÃcias oficial Xinhua, Li disse também que a principal prioridade dos esforços de socorro era garantir que as pessoas se mantivessem quentes e seguras no inverno.
O canal internacional da CCTV, CGTN, disse que o primeiro lote de 500 unidades habitacionais temporárias tinha sido construÃdo para os residentes de Meipo, uma aldeia da provÃncia de Gansu, até à sexta-feira à noite.
Muitos tinham estado a suportar temperaturas que podem atingir os 14 graus negativos em unidades mais frágeis, semelhantes a tendas, com uma cobertura de plástico azul no exterior e um forro de algodão acolchoado no interior.
Foram realizados funerais para os mortos, alguns seguindo as tradições muçulmanas de grande parte da população da área afetada.
Este foi o terramoto mais mortÃfero na China desde o de agosto de 2014 na provÃncia de Yunnan, que matou 617 pessoas, mas está muito longe do de 2008 na provÃncia de Sichuan, que causou pelo menos 70 mil mortos.
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