
Beirute, 24 fev 2022 (Lusa) — Pelo menos 14,6 milhões de pessoas na SÃria precisam de ajuda humanitária, avançou a Organização das Nações Unidas (ONU), sublinhando tratar-se de um número recorde após 11 anos de conflito.
Em 2020, tinham sido identificadas cerca de 13,4 milhões de pessoas que precisavam de assistência no território sÃrio, de acordo com o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA), que publicou um novo relatório na quarta-feira à noite.
“O sofrimento na SÃria está no nÃvel mais alto desde o inÃcio da crise”, afirmou o vice-coordenador regional do OCHA para a SÃria, Mark Cutts.
“A ONU e os seus parceiros ajudam sete milhões de pessoas todos os meses, mas é necessário mais apoio”, acrescentou o representante, numa declaração publicada na rede social Twitter.
Desencadeado em março de 2011 pela repressão à s manifestações pró-democracia, o conflito na SÃria provocou cerca de meio milhão de mortos e obrigou vários milhões de pessoas a fugir das suas casas, segundo o Observatório SÃrio para os Direitos Humanos (OSDH).
A SÃria vive atualmente uma profunda crise económica agravada por sanções ocidentais, pela pandemia de covid-19 e por uma desvalorização acentuada da moeda local.
Mais de três quartos dos lares (76%) não conseguem responder às suas necessidades básicas, o que representa um aumento de 10% face a 2020, indica o OCHA.
Segundo o novo relatório, a população de deslocados internos da SÃria representa 37% dos que precisam de assistência humanitária.
As pessoas que nunca deixaram as suas casas, ou que regressaram à s suas áreas de origem antes de janeiro de 2021, também têm cada vez mais dificuldades em satisfazer as suas necessidades básicas, acrescenta o gabinete da ONU, que vê a situação como um “indicador” do agravamento da crise.
PMC // SCA
Lusa/Fim



