Sindicato STT chega a acordo de princípio para aumentos salariais de 57 euros na RTP

Lisboa, 26 jun 2026 (Lusa) – O Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) chegou a um acordo de princípio com a administração da RTP para um aumento salarial de 57 euros no âmbito da negociação do Acordo de Empresa, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o STT informou que a atualização salarial de 57 euros “no vencimento de categoria na tabela salarial”, o acréscimo no subsídio de refeição entre dez cêntimos (com cantina) e vinte cêntimos (sem cantina) e o aumento de 5% nas ajudas de custo no território nacional “têm efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2026”, com pagamento no vencimento de julho.

“Graças à mobilização dos trabalhadores e à firmeza demonstrada pelo STT e restantes Sindicatos, ao longo de todo o processo negocial do AE da RTP, foi possível garantir melhorias reais, sem qualquer perda de direitos”, afirma a direção da estrutura sindical.

Explicando que “nenhuma destas melhorias implica cortes, perdas ou retrocessos face aos direitos”, o STT atribui o acordo de princípio à participação dos trabalhadores no plenário geral “após a proposta provocatória do CA de aumentar os salários em cinco euros e propor retirar um conjunto de direitos”.

Em 27 de março, os trabalhadores da RTP, reunidos em plenário, decidiram recorrer à greve, ao trabalho normal, suplementar e nos feriados, em resposta à “proposta de corte salarial” da administração, que inicialmente foi de cinco euros e posteriormente foi revista para 7,5 euros.

“A proposta apresentada pela Administração para a revisão do Acordo da Empresa é um insulto deliberado a quem, todos os dias, assegura o serviço público de media. Perante a recomendação do Governo para o setor empresarial do Estado, que aponta para aumentos de 56,58 euros, a Administração responde com 7,50 euros”, segundo o comunicado conjunto divulgado pela Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP e Subcomissão de Trabalhadores do Porto.

Segundo a mesma nota, a administração da estação pública queria ainda eliminar os 3% de desconto para o seguro de complemento de reforma, acabar com o subsídio de deslocação e manter o subsídio de refeição sem alterações.

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