
Lisboa, 09 jun 2025 (Lusa) – O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional avançou hoje com uma queixa contra o ativista antirracismo Mamadou Ba, a propósito de uma publicação nas redes sociais que criticava a atuação dos guardas prisionais.
De acordo com a informação inicialmente avançada pela CNN e confirmada pela Lusa, a queixa foi enviada hoje para o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e o sindicato que representa os guardas prisionais pede uma indemnização de 4 milhões de euros.
“O valor da indemnização foi calculado através do número de guardas prisionais que existem. Temos cerca de 4 mil guardas e pedimos mil euros por cada guarda”, explicou à Lusa o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Frederico Morais, acrescentando que o valor da indemnização que possa ser determinada pelo tribunal será enviado para as alas pediátricas do Instituto Português de Oncologia do Porto e de Lisboa.
No mês passado, em 22 de maio, Mamadou Ba escreveu nas redes sociais que “é conhecida a história de linchamentos, torturas e assassinatos de pessoas negras na indústria carcerária, a nÃvel global”.
“Tenho sempre muitas dificuldades em acreditar em ‘mortes naturais’ e, muito menos, em ‘suicÃdios’ de pessoas negras nas prisões. A minha convicção é que a probabilidade de serem mortas pela violência dos guardas prisionais é mais alta do que qualquer outra possibilidade de morte natural ou suicÃdio”, lê-se na publicação do ativista, feita a propósito da notÃcia de um suicÃdio em ambiente prisional.
Em outubro do ano passado, Mamadou Ba foi condenado ao pagamento de 2.400 euros por difamação do militante de extrema-direita Mário Machado, no caso ligado à morte do cabo-verdiano Alcindo Monteiro em 1995, em Lisboa.
Também nas redes sociais, o ativista considerou Mário Machado uma das figuras principais do homicÃdio de Alcindo Monteiro no Bairro Alto.
RCV // FPA
Lusa/Fim



