
Redação, 15 fev 2022 (Lusa) — O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) refutou hoje que o salário mÃnimo na Caixa Geral de Depósitos seja de 1.359 euros, conforme avançado pela administração do banco, contrapondo que se situa nos 876 euros brutos.
“Dado que não existem trabalhadores nos nÃveis 1 e 2, então deve considerar-se que, atualmente, o salário mÃnimo na CGD é a remuneração indicada para o nÃvel 3 — 876 euros brutos!”, sustenta o sindicato em comunicado, acusando o banco liderado por Paulo Macedo de anunciar um valor que “não passa de uma grosseira mistificação da realidade”.
Na passada sexta-feira, a CGD anunciou ter aumentado o salário mÃnimo aos seus trabalhadores dos quadros para 1.359 euros, incluindo subsÃdio de alimentação, o que faz subir o salário médio na instituição para 2.462 euros.
“A Caixa Geral de Depósitos (CGD) aumentou o salário mÃnimo aos trabalhadores nos quadros para 1.359 euros. Este aumento coloca a remuneração mÃnima oferecida pelo banco aos seus colaboradores substancialmente acima daquele que é o vencimento médio a nÃvel nacional”, referiu o banco em comunicado.
Desta forma, acrescentou, o salário médio dos trabalhadores que estão nos quadros da CGD “ascende a 2.462 euros”.
Apresentando-se como “o sindicato destacadamente mais representativo dos trabalhadores da CGD”, o STEC vem hoje “clarificar” esta informação, garantindo que “todos aqueles que trabalham ou trabalharam na CGD sabem, infelizmente, que esta notÃcia não traduz a verdade dos factos”, mas “pretende apenas induzir na opinião pública a ideia de que o trabalhador da CGD é um privilegiado”.
“O presidente da CE [comissão executiva] quer fazer crer que o acordo de empresa em vigor na CGD é altamente favorável para os trabalhadores, como se tal constituÃsse um enorme delito, procurando passar a ideia que aquele que trabalha e exerce funções mais ou menos indiferenciadas deve receber o mÃnimo possÃvel, sendo condenado eternamente a uma situação de penúria”, sustenta.
Segundo o sindicato, “se a Administração da CGD divulgar os seus honorários mensais e anuais, algo que, por certo, a opinião pública gostaria de saber”, é possÃvel “que se chegue a essa conclusão”, já “esta é a administração mais bem paga de toda a história da CGD”.
Contudo, acusa, “transferir para os trabalhadores o ónus do aumento das comissões, para garantir o pagamento dos seus ‘principescos salários’, não é sério!”.
No comunicado hoje divulgado, o STEC nota que “um órgão noticioso ainda admitia que o valor chamado de salário mÃnimo incluÃa o valor do subsÃdio de almoço”, esclarecendo que tal “obviamente não é correto, […] porque o salário mÃnimo não integra o subsÃdio de almoço e o subsÃdio de almoço não é pago 14 vezes por ano, nem tem o mesmo valor mensal”.
PD (MPE) // EA
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