
Lisboa, 31 out 2023 (Lusa) – A Associação Sindical dos Profissionais da PolÃcia (ASPP/PSP) exigiu hoje a atribuição de um suplemento para todos os polÃcias que trabalham nos aeroportos, tendo em conta a formação especÃfica obrigatória para exercerem as funções.
O pedido da atribuição de um suplemento aeroportuário foi feito pela ASPP num ofÃcio enviado ao ministro da Administração Interna, dois dias depois da extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e de a PSP passar a ser responsável pelo controlo e gestão das fronteiras aéreas.
“Exigimos um suplemento aeroportuário porque os profissionais da PSP têm uma formação especÃfica para estar nos aeroportos e não têm qualquer suplemento que permita valorizar essa formação especÃfica”, disse à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Santos.
O sindicalista explicou que atualmente os polÃcias da PSP estão com “a chamada dupla capacitação, ou seja, têm formação para segurança aeroportuária, papel que já desempenhavam na PSP, e têm também formação para controlo de fronteiras, que era uma competência do SEF”.
O presidente do maior sindicato da PolÃcia de Segurança Pública sublinhou que “todos os polÃcias que trabalham nos aeroportos necessitam de ter formação e certificação de segurança aeroportuária e, ao mesmo tempo, de controlo de fronteiras”, sendo “o único sÃtio na PSP onde os profissionais têm de ter duas especializações e formações”.
Com o fim do SEF, a PSP passou a ser responsável pelo controlo de entrada e saÃda de pessoas no paÃs por via aérea e pela segurança nos aeroportos.
Paulo Santos recordou que a ASPP já tinha exigido anteriormente um suplemento para os polÃcias que trabalhavam na esquadra de segurança aeroportuária.
O presidente da ASPP referiu também que no âmbito do processo de extinção do SEF “há um conjunto de profissionais do SEF que foram desempenhar funções para outros organismos e tiveram um aumento de 25% do salário base”.
O sindicato recorda que, no inÃcio deste processo, deu conta das debilidades das divisões de segurança aeroportuária ao nÃvel de escassez de efetivo, de meios e instalações, mas, com a reestruturação do SEF, estas debilidades foram “agravadas, numa total irresponsabilidade polÃtica”.
Atualmente, a PSP tem 400 polÃcias com formação em controlo e gestão de fronteiras aéreas.
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