
Redação, 12 ago 2019 (Lusa) — O porta-voz dos motoristas de matérias perigosas, Pardal Henriques, acusou hoje associação de transportadores de mercadorias Antram de ter subornado os primeiros motoristas que saÃram de Aveiras de Cima para iniciarem funções no primeiro dia de greve.
“Os primeiros que saÃram foram pessoas subornadas”, disse Pardal Henriques em Aveiras de Cima, onde estão reunidos vários motoristas para cumprir a greve que teve inÃcio hoje à meia-noite e de onde saÃram os primeiros cinco camiões-cisterna com matérias perigosas, cerca das 06:30.
“Mais uma vez, a Antram [Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias] não está a cumprir o que está combinado. Estão a subornar pessoas para quebrar os serviços mÃnimos”, afirmou Pardal Henriques aos jornalistas.
O sindicalista reiterou não ter tido acesso à s escalas de motoristas que irão cumprir os serviços mÃnimos, referindo, no entanto, que vários motoristas acusam colegas de terem saÃdo subornados para não fazerem greve.
“As responsabilidades serão apuradas, estamos a reunir provas e daqui a pouco faremos o ponto da situação”, afirmou, sublinhando que a situação “prejudica, mais uma vez, os trabalhadores”.
Os motoristas cumprem hoje o primeiro dia de uma greve marcada por tempo indeterminado e com o objetivo de reivindicar junto da associação patronal Antram o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.
A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).
O Governo decretou serviços mÃnimos entre 50% e 100% e declarou crise energética, que implica “medidas excecionais” para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.
Neste âmbito, o primeiro-ministro, António Costa, desloca-se hoje pelas 09:30 à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e assiste ao briefing operacional para avaliar o desenrolar dos acontecimentos.
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