
Lisboa, 23 mar 2026 (Lusa) — A chefe da diplomacia da Islândia considerou hoje “do interesse dos islandeses” a vitória do “Sim” no referendo sobre a reabertura de negociações para a eventual adesão à União Europeia, apontando pesca e agricultura como os dossiês mais complexos.
“É do interesse para o povo da Islândia dizer que sim no início e ver que tipo de acordo conseguimos alcançar com a União Europeia (UE)”, afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros e da Defesa islandesa, Porgerdur Katrín Gunnarsdóttir, numa conferência de imprensa no Palácio das Necessidades, em Lisboa, após um encontro com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel.
A Islândia, país fundador da NATO e membro do Espaço Económico Europeu, realiza em 29 de agosto um referendo para decidir sobre a reabertura das negociações com a UE, depois de ter suspendido o processo em 2013, retirando a candidatura dois anos depois.
A eventual adesão da Islândia à UE “é realmente importante para as famílias comuns e para as pequenas e médias empresas na Islândia, mas também, no contexto geopolítico atual, é muito importante ver a força da Europa”, defendeu a ministra islandesa, depois de apontar as “declarações peculiares” dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca.
“Foi muito importante ver como a Europa pode unir-se e ser uma espinha dorsal, por exemplo, do Reino da Dinamarca e da Gronelândia no que toca à integridade territorial e ao direito da nação à autodeterminação”, sustentou.
A responsável defendeu ainda a importância de “estar entre países com ideias semelhantes que partilham os mesmos valores no que toca à democracia, à liberdade, aos direitos humanos, nações com ideias semelhantes que ainda têm coragem de erguer a voz perante ameaças e violações dos direitos humanos em todo o mundo”.
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