Sete pessoas acusadas por assassinato de candidato à presidência do Equador

Quito, 09 ago 2026 (Lusa) – O Ministério Público do Equador acusou formalmente no sábado sete pessoas suspeitas de envolvimento na morte do candidato à presidência Fernando Villavicencio em 2023, incluindo dois antigos políticos, um empresário, e vários membros de um grupo criminoso.

Fernando Villavicencio, crítico do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), foi abatido a tiro a 09 de agosto de 2023 por um assassino contratado colombiano em Quito, uma semana antes das eleições presenciais. O atirador foi morto por seguranças.

No sábado à noite, o Ministério Público anunciou na rede social X que acusou sete pessoas “pela alegada participação no delito de assassínio”.

Entre as sete pessoas acusadas figuram o empresário Xavier Jordán, o ex-ministro do Interior José Serrano, o ex-deputado Ronny Aleaga, bem como o principal líder do grupo criminoso ‘Los Lobos’, Wilmer Chavarría, conhecido como ‘Pipo’, além de três outras pessoas ligadas a esta organização.

O Ministério Público pediu que a ordem de prisão preventiva fosse mantida contra os sete e solicitou às autoridades a emissão de uma difusão vermelha através da Interpol contra quatro deles que residem no estrangeiro.

No início de julho, o Ministério Público já tinha anunciado as acusações contra as sete pessoas mencionadas.

Jordán, que reside nos Estados Unidos, é suspeito de ter “financiado e planeado” o assassínio, enquanto Serrano, ex-ministro do Interior sob a presidência de Rafael Correa, encontra-se atualmente num centro de controlo migratório nos Estados Unidos. O antigo político é suspeito de ter fornecido informações “sensíveis” ao grupo ‘Los Lobos’ relativamente às deslocações do candidato Villavicencio.

Por seu lado, Aleaga é suspeito de ter coordenado “as ações com vista a concretizar o assassínio”, enquanto ‘Pipo’, que enfrenta em Espanha um processo de extradição para o Equador, terá planeado o homicídio em troca de um milhão de dólares (864.950 euros).

Cinco pessoas ligadas ao homicídio foram condenadas em 2024 a penas de até 34 anos de prisão, enquanto seis homens de nacionalidade colombiana, alegadamente associados a este caso, foram assassinados na prisão.

Antes de se lançar na política, Fernando Villavicencio era jornalista e investigava casos de corrupção que envolviam o Governo de Rafael Correa. As suas investigações anticorrupção também tinham implicado o acusado Xavier Jordán.

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