Separatistas de Alberta mantêm objetivo de independência apesar do avanço do oleoduto

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O avanço do projeto de um novo oleoduto entre Alberta e a costa da British Columbia não altera a posição dos defensores da independência da província.  Os grupos separatistas afirmam que a questão vai muito além do desenvolvimento da indústria petrolífera.

Na quinta-feira, 1 de outubro, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, e a premier de Alberta, Danielle Smith, anunciaram que o Pacific Link foi declarado um projeto de interesse público nacional.  A decisão permite agilizar os prazos e as consultas necessárias à aprovação do projeto, que poderá entrar em fase de construção dentro de um ano.

Cory Morgan, organizador do grupo separatista Pathway to Independence, afirma que o anúncio não altera os motivos que o levam a defender a saída de Alberta da Confederação canadiana.

Keith Wilson, colíder do grupo Let Alberta Decide, considera que o tempo e os recursos necessários para levar o petróleo da província aos mercados demonstram por que razão Alberta deveria ter maior controlo sobre os seus próprios recursos naturais.

Jeffrey Rath, advogado do grupo Stay Free Alberta, defendeu também que a província deveria seguir o seu próprio caminho e manter as receitas do petróleo, em vez de as partilhar com o Governo Federal ou com outras províncias.

Em Fort McMurray, um dos principais centros da indústria petrolífera, Sandy Bowman, presidente da Câmara Regional de Wood Buffalo, destaca as vantagens da cooperação entre os governos federal e provincial.  Bowman afirma que vai votar pela permanência de Alberta no Canadá.

O referendo está marcado para 19 de outubro.  Os eleitores vão decidir se Alberta deve permanecer no Canadá ou avançar para um segundo referendo vinculativo sobre a separação.

Apesar do avanço do projeto do oleoduto, os defensores da independência mantêm a sua posição e o futuro político da província continua em debate.