
Batalha, Leiria, 09 abr 2026 (Lusa) — O Presidente da República, António José Seguro, prometeu hoje ter atenção à s causas dos antigos combatentes, que recusa serem “um tema de arquivo”, confiando que o Governo responda à s necessidades e supere as lacunas que ainda persistem.
“Como Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas, dirijo-me hoje a todos os combatentes e à s vossas famÃlias com uma mensagem clara: esta Presidência não estará indiferente à s vossas causas. Os combatentes de Portugal não são um tema de arquivo. São uma presença viva, ativa e merecedora da atenção permanente do Estado e da sociedade”, defendeu o chefe de Estado no seu discurso na cerimónia do Dia do Combatente, que decorreu junto ao Mosteiro da Batalha, em Leiria.
Seguro quer que, 50 anos depois do 25 de Abril, se olhe para os militares que o “ajudaram a construir” com “uma gratidão que não se esgota em palavras de circunstância”, apontando que muitos destes “esperam há demasiado tempo por respostas”, apesar dos avanços que já aconteceram.
“Nenhum combatente deve sentir que o paÃs pelo qual serviu o abandonou. Confio na capacidade do Governo para corresponder à s expectativas e à s necessidades dos nossos combatentes”, apelou, numa cerimónia na qual estava presente e discursou o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.
Para o Presidente da República, “reconhecer avanços não basta se persistirem lacunas”.
“A gratuidade dos medicamentos para pensionistas, a majoração dos apoios de saúde, a revisão de benefÃcios foram evoluções, mas ainda há muito caminho para andar. A dignidade daqueles que serviram a Pátria não se compadece com adiamentos intermináveis”, avisou.
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