
Redação, 05 ago 2019 (Lusa) – A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) manifestou hoje, em comunicado, “preocupação pela perturbação” à assistência em estrada a veÃculos e pessoas durante a possÃvel greve dos motoristas de mercadorias e matérias perigosas, anunciada para 12 de agosto.
De acordo com o comunicado da APS, a preocupação dos seguradores está relacionada com a “perturbação” que a greve pode causar na atividade “no que respeita à prestação de assistência a veÃculos e a pessoas, nomeadamente em caso de acidente ou avaria, devido à falta de combustÃvel dos veÃculos rebocadores e dos veÃculos de transporte de pessoas que necessitam de assistência”.
No mesmo comunicado, a APS informa que vai solicitar ao Governo “que confira aos veÃculos de reboques/pronto-socorro o estatuto de veÃculos prioritários no acesso ao combustÃvel durante aquele perÃodo”, caso a greve avance.
Este pedido deve-se a um possÃvel “delicado cenário de acumulação de veÃculos imobilizados nas bermas ou na própria via das autoestradas e estradas nacionais e municipais”, segundo a APS.
“A manter-se a greve, as empresas de seguros lamentam o sucedido e pedem a especial compreensão dos seus clientes para esta situação de força maior com que se veem confrontadas e relativamente à qual são completamente alheias”.
No entanto, e dado o processo negocial em curso, a APS apela “à s partes envolvidas que consigam ultrapassar este diferendo pela via do diálogo”.
Os sindicatos que entregaram um pré-aviso de greve com inÃcio em 12 de agosto reúnem-se hoje com o Governo e dizem ter “várias propostas” para apresentar ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.
A greve convocada pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) e pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), que começa em 12 de agosto, por tempo indeterminado, ameaça o abastecimento de combustÃveis e de outras mercadorias.
O Governo terá de fixar os serviços mÃnimos para a greve, depois de as propostas dos sindicatos e da ANTRAM terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluem trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.
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